segunda-feira, 30 de julho de 2012
O NOSSO VOTO VALE DE ALGUMA COISA?
Dizem-nos que a democracia é muito bela, é uma forma de governo justa e equilibrada, onde a nossa voz tem poder e é escutada. Isto faz-me lembrar aqueles cartazes de destinos de férias, com destinos idilícos, praias desertas, de águas cristalinas, mas depois quando lá se chega...não é bem assim. Como podemos acreditar neste suposto poder, se durante as eleições nos prometem o paraíso e assim que chegam ao poder, nem sabem o nosso nome, nem aonde fica a nossa rua. Em vez de respeitarem o programa que nos prometeram e sobre o qual foram sufragados e lhes demos o nosso voto, preferem começar a trabalhar as suas próprias agendas, apenas servindo os interesses de quem os sustenta e lhes dá abrigo, que no fundo é quem realmente manda. Falo do verdadeiro poder - o poder económico, que de uma forma, mais ou menos discreta, vai condicionando o exercicio do poder, em função dos seus interesses, usando estes "politicozinhos" de aviário, que nunca trabalharam na vida, não produziram um cêntimo para o nosso PIB, tendo crescido no seio de juventudes partidárias que são verdadeiros antros de calões pseudo pensadores, que mais tarde tem continuidade em organizações mais ou menos secretas, aonde se continua a projectar e gerir, nas nossas costas, o nosso futuro, ao sabor dos interesses de uma minoria que tudo quer ter e controlar. A propósito não entendo porque se tem que proteger tanto a banca, os banqueiros e quem faz estes enormes disparates das engenharias financeiras, dos produtos tóxicos, das manipulações de mercado, das lavagens de dinheiro. Porquê? E ainda mais grave, porque somos nós que temos que pagar esses erros com impostos e austeridade brutais? E isto acontece porquê? Porque já não temos valores, não temos ética, não temos vergonha. Tudo é possível e admissível. Tenho saudades do tempo em que não bastava parecê-lo, tinha que se ser: educado, respeitador e leal. Hoje atrás da capa duma falsa liberdade valoriza-se quem é criminoso e não se respeita quem é honesto.
Continuo a dizer: o poder tem que ir de baixo para cima, porque aí sim, teremos o verdadeiro poder de escrutinar quem nos governa e que nos deve respeito, baseando o poder num sistema piramidal em que o voto elege os nossos representantes directo numa assembleia local, que por sua vez irão então elegendo os representantes regionais e nacionais. Estou farto de ser governado, por quem não me respeita, nem se se preocupa comigo. Basta!
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