Revolta-me
profundamente, que tenha que partilhar o meu espaço na sociedade, com os mesmos
energúmenos que nada fazem para merecer essa convivência social. Falo da
recente notícia do assassinato dum adepto do Sporting, de nacionalidade
italiana, por um criminoso dos ”No Name
Boys”. É indiferente, ser do Benfica, do Sporting, do Porto ou de qualquer
outro clube. Para mim, o inadmissível é essa verdadeira corja de malfeitores
que as claques dos clubes abrigam. Revolta-me que Presidentes de clubes que
deveriam defender valores como a solidariedade, a amizade, o desportivismo, o saber
viver em sociedade, aceitem que os seus clubes sejam apoiados por bandos de
parasitas sociais, que vão para os estádios destilar os seus ódios e falta de
educação, misturados com armas, drogas e álcool, de uma forma perfeitamente
repugnante. Se eu precisar de um agente da autoridade para salvaguardar uma
determinada situação, dizem que não existem agentes disponíveis; no entanto
para levar o “gado” das claques para os estádios já existem centenas de
agentes, de várias valências, para os fechar em quadrados de segurança, que são
a génese da pseudo virilidade desses macaquinhos, numa atroz falta de respeito,
para com as outras pessoas e até mesmo com a própria autoridade. Quem não sabe
e ou não quer, viver em sociedade, que seja deportado para as Berlengas e
deixam-nos lá ficar uns com os outros. O futebol é um espectáculo, como outro
qualquer, onde existem rivalidades, mas rivalidades saudáveis, sem ofender,
magoar, injuriar, ou até matar. Deve ser um espectáculo onde as famílias podem
ir, com a mesma garantia de paz e segurança, como vão a um concerto, ao cinema,
a um teatro ou a uma exposição. Acabem com as claques e destituam os
Presidentes que lhes dão aval. Penalizem as equipas que precisam destes vermes,
penalizando-os na utilização dos seus recintos, até provas em contrário. As
claques são o pior exemplo da falta de civismo e ódios, que cada vez mais
despontam na nossa sociedade.