Neste momento a civilização ocidental, vive em estado de guerra. Estamos no meio de uma enorme crise financeira, social, cultural, democrática, demográfica, ambiental e agora, juntou-se a crise sanitária. Ao longo destas últimas décadas a civilização ocidental, imaginou-se a Rainha da civilização, a vanguarda do conhecimento, o supra-sumo da cultura, o máximo do desenvolvimento industrial. E ao abrigo desse pensamento ego-cêntrico, esqueceu-se que existem outras culturas, outras economias e outras ambiciosas civilizações, o que deu uma sensação de (falsa) segurança absoluta. Adormeceram nesse sentimento de invencibilidade e agora acordaram, com um drama sanitário, oriundo do Oriente, para o qual não têm capacidade, qualificações, sapiência e inteligência para debelar.
A III guerra mundial, está aí!
Oriunda de um país, economicamente muito desenvolvido, com uma liquidez
astronómica, com uma indústria das mais inovadoras do mundo, nomeadamente a
nível tecnológico, com um poderio militar convencional dos maiores do mundo, já
tinha conseguido dominar as civilizações ocidentais, a nível económico, uma vez
que detém grossas fatias das dividas públicas de muitas nações, nomeadamente dos
EUA, para além de andar a “aspirar” compras de grandes gigantes mundiais, no
mercado de capitais. Por alguma razão, NINGUÉM, tem coragem de meter o dedo no
nariz dos chineses, nomeadamente em temas tão sensíveis, como os direitos humanos
(desde o célebre caso da Praça Tiananmen, conhecida eufemisticamente, como a
Praça da Paz Celestial) ou mais recente com a crise de Hong-Kong.
Faz agora um ano, começou a falar-se
de um vírus, que supostamente era uma coisa chinesa, que não passava de uma
gripezinha e que nunca ia afectar o ocidente. Um ano volvido, descobriu-se, que
esse vírus, que era benigno para o ocidente, está a destruir a nossa civilização
de uma forma atroz e impiedosa. Os nossos governantes, perdidos entre os seus
umbigos, falta de capacidade financeira e política, para enfrentarem esta
ameaça letal ao nosso futuro, debitam medidas ridículas, sem qualquer sentido científico,
sem nenhuma coordenação entre países, para enfrentarem um inimigo comum.
A China, vive uma vida absolutamente
normal, com toda a economia a funcionar, as escolas, os restaurantes, os
transportes, os espectáculos, as discotecas e por aí fora. Das duas uma, ou
eles tiveram uma inteligência suprema a lidar com o vírus, e aí os ocidentais
deveriam ter a humildade de aprender com eles, ou eles sabem alguma coisa que
escondem aos ocidentais, e aí os ocidentais, deveriam ter a coragem de pedir
satisfações e responsabilidades! Mas infelizmente humildade e coragem, são
coisas que nenhum, ou quase nenhum governo ocidental tem, infelizmente, para
nós.
A arte da guerra tem evoluído ao
longo do tempo, já não se usa o corpo a corpo, a lança, a catapulta, a
baioneta, a espingarda ou até mesmo a bomba atómica. Hoje, sem enviar um
soldado, um meio de combate ou disparar uma bala, usa-se a guerra económica
e/ou cibernética e/ou biológica.
É absolutamente ridícula a
esperança numa vacina, para uma doença que ainda é desconhecida (para os
ocidentais), quando mesmo que se consiga passar a crise sanitária, a crise económica,
vai-nos cair em cima, como uma cereja cairia em cima de um belo bolo.
Aproveitamos um dia de cada vez,
porque a esperança de melhores dias, está escassa.
