domingo, 4 de agosto de 2013

PEÇO O FIM DOS PARTIDOS

Em Maio, tive o ensejo de visitar o Parlamento Português, numa excelente visita de cerca de 2 horas, onde tive oportunidade de sentir a história daquele local mítico e poder, por breves momentos, imaginar as conversas de inúmeras gerações de dirigentes que por ali passaram com mais ou menos notoriedade, as decisões que foram tomadas e sonhar com as inúmeras histórias que aquelas paredes têm para contar. A visita termina na loja do Parlamento, onde recolhi um marcador de livros, com a seguinte frase, de Fernão Boto Machado, dita em 1911: “…Todo o cidadão numa república democrática é rei por virtude da lei e do voto….”. Fiquei a pensar neste dito, que na sua essência é genuíno, virtuoso e simples, mas que na prática, cem anos volvidos é apenas uma frase sem sentido nem correspondência real. Há dias numa das minhas caminhadas pela aldeia onde moro, passei por uma reunião politica para apresentação de um candidato à junta de freguesia. Tinha havido uns comes e bebes, música de circunstância e depois aquelas lindas palavras, tudo nos prometendo e eles jurando que trabalharão até à exaustão, com muito sacrifício próprio, para que as pessoas tenham um retorno condigno, para os impostos que pagamos. Quase que chorei com a abnegação daquele homem e não fosse ler os jornais todos os dias, eu até acreditava nele. Nele e em toda a cambada de políticos de aviário que nos governa, ou melhor, que se governam à nossa custa, sugando-nos tudo o que amealhamos com o nosso suor, para esbanjarem em mordomias e favores, para entregar aos seus proxenetas, que depois de uma breve carreira politica (nem me atrevo a dizer de trabalho, porque é mentira), lhes darão umas migalhas traduzidas em belos cargos, com pomposos nomes e umas remunerações escandalosas, para as suas habilitações, experiência e empenho. E esta horrenda mancha negra, já está a minar a justiça, politizando-a através de nomeações de cariz partidário, para os lugares de topo, que deverão manter a fidelidade a quem os nomeia, prostituindo assim a verdadeira essência da justiça, eliminando o seu máximo sentido de independência. Claro que como em tudo, há sempre umas ovelhas ranhosas, mas na nossa classe dirigente eu diria, que felizmente até há umas ovelhas brancas – justiça lhes seja feita, mas mesmo esses ou acabam engolidos pela voracidade da fera económica ou são afastados, muitas vezes de uma forma inglória e injusta, muitas vezes ao abrigo da expulsão desse organismo fabuloso (no mau sentido) que são os partidos políticos. Acabe-se com os partidos, esse antro académico de formadores de corruptos, vendilhões do templo e publicitários da banha da cobra, que apenas nos conhecem antes das eleições. Começo a perceber o sentido da razão, porque alguns amigos e familiares, dizem que não votam. Somos nós que os elegemos para a seguir eles nos violarem consciência e profanarem a carteira. Basta! Vou tornar-me objector político e defender uma nova realidade de representação, baseada nas pessoas e na proximidade. A sociedade tem que ser gerida de baixo para cima, baseada na realidade das pessoas e dos círculos geográficos, tendo no topo organismos que consolidem a coesão nacional e assegurem que não nos vilipendiam. Temos que ser respeitados como pessoas, que geramos a riqueza e que esperamos o retorno dos nossos impostos de uma forma equitativa e justa.

1 comentário:

  1. Olá Rui,
    Estou contigo! A duvida que me assalta é se tens tempo e dinheiro para seres bem sucedido nesta causa, que comungo. É que nós, trabalhamos para dar de mão beijada (obrigados claro está) o dinheiro que alimenta esta classe de oportunistas e charlatões. Nos não temos bases cegas e estúpidas que sao as "escolas" desta classe que andei que não precisa de fazer nada, apenas botar faladura e dizer umas coisas que abrem jornais de informação na TV ou que sao parangonas de primeira pagina nos jornais. Não se tratam das causas e das cousas que realmente merecem ser enfrentadas e resolvidas. Tratam das suas cousas, do seu futuro, com mordomias que os alimentam muito para além do pouco tempo que estiveram no dito "serviço à Nação" que é como quem diz servirem-se a eles próprios.

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