sexta-feira, 27 de maio de 2016

OS POLÍTICOS GELATINA

Continuo a ver a situação global de uma forma bizarra. As diferenças entre ricos e pobres estão a acentuar-se e isso não prognostica nada de bom para o nosso futuro. Está provado que para a sociedade evoluir de uma forma pacífica e sustentada é preciso existir uma classe média forte e que ocupe o espectro mais importante da sociedade, deixando nos seus opostos duas pequenas faixas para a riqueza e (infelizmente) a pobreza. A classe dirigente é muito mole, apostando sempre no politicamente correcto e na subserviência ao poder económico – o verdadeiro mandante dos nossos destinos, não havendo por isso a coragem de fazer as reformas necessárias e marcar o caminho, baseado numa visão de médio/longo prazo consistente e consensual, tendo em vista o objectivo da felicidade da grande maioria da população mundial, ao invés de bajular os calcanhares de apenas alguns “híper-mega-super ricos”, que tudo querem, mas nada dão.

Tenho visto no entanto o surgimento de uma nova classe política, apostada em reformar os cânones actuais, embora nem sempre de uma forma digna, mas que tem a vantagem de agitar as águas. Esse abanão é seguido de uma forma impressionante por grandes franjas da população, embora nem sempre porque compartilhem dos ideais expressos por esses políticos, mas antes porque projectam neles, a sua revolta com o estado da vida e do seu espirito. Esses novos Messias estão normalmente encostados à extrema esquerda (os casos de Espanha, com o “Podemos”) ou maioritariamente à direita (Familia Le Pen em França, mas também na Áustria, Alemanha e do outro lado do Atlântico com Donald Trump), entre muitos outros exemplos. Estes fenómenos que têm a vantagem de terminar com os blocos centrais e demasiadamente estáveis, têm no entanto o risco de nos porem no caminho de ditaduras, conforme a história tem mostrado, mas dou-lhes o bem-haja, para ver se corremos com estas cambada de parasitas dos governos nacionais e do governo europeu em Bruxelas, pandilha de corruptos, mentirosos, vaidosos, apenas preocupados com o “eu” (com algumas excepções) em vez de pensarem no progresso e no desenvolvimento sustentado.