Então as gajas precisam
de ter um dia mundial, apenas para demonstrarem que não são menos que os gajos?
Estranho, pois no fim da década de 60 e nas seguintes, outras gajas, andaram a
lutar pela liberdade do corpo feminino e a sua autonomia sexual, para agora em
pleno séc.º XXI, chegarem à conclusão que afinal são umas “coitadinhas”, nas
mãos desses seres terríveis que são os gajos?? Foi uma semana de histeria, em
torno de mais um dia mundial de qualquer coisa (um dia destes o ano tem que
passar a ter 400 ou mais dias, para tanto dia mundial da parvoíce). O Facebook,
os jornais, as rádios, as televisões, os Instagrams, os Twitters e outros,
encheram-se de mensagens de felicidade, amor e carinho. Que hipocrisia. Tirando
algumas, poucas infelizmente, que foram produzidas pelos próprios, com
verdadeiro amor e dedicação, a esmagadora maioria, recebi-as em octuplicado,
pois as pessoas, com a sua falta de tempo, imaginação e verdadeira afeição,
copiavam de umas para as outras, apenas para animar as gajas de quem gostavam.
Mas voltando ao grande tema deste ano: o assédio sexual. Bem, esta conversa dá
pano para mangas e eu vou ferir algumas susceptibilidades mais pseudo-sensíveis.
Então agora houve uma enormidade de gajas que descobriram que foram usadas
sexualmente, apalpadas nos transportes em horas de ponta, que os seus chefes
lhes passaram a mão pelo corpo e outras coisas similares? Pegando no sub-grupo
das artistas de Hollywood, que foram vitimas dum famoso produtor, várias
questões me assaltam o cérebro (aquela coisa cinzenta no cimo da nossa cabeça
que serve para pensar!!). Uma delas é como tantas gajas (ingénuas e virgens,
coitadinhas) aceitaram ir para o quarto de hotel ou para casa desse produtor,
para discutirem uns papéis num qualquer filme, que muito lhes interessava. Tão
púdicas, na altura, comeram, literalmente, mas agora cospem no prato da sopa e
sentem-se enojadas. Mas são as mesmas gajas que vão para os “Césares” e os
“Óscares” com vestidos transparentes (brancos!!) mas com rachas até ao útero?
Então, continuam a exibir as suas formas voluptuosas para gáudio desses seres
horrorosos que são os gajos?? Não as percebo. Acho que deveriam ir de burka,
para evitar qualquer desejo ou pensamento de índole sexual. E vêm agora contar
histórias com 15 ou mais anos?? Perdoem-me, tenho mais nojo dessas vacas
(porque as putas, eu admiro-as e respeito-as), que das gajas que souberam
aproveitar os seus dotes (físicos e não só), para conseguiram chegar aos seus
objectivos, aproveitando-se das fraquezas masculinas dos gajos, mas que agora
estão caladas e a sorrirem das pseudo-virgens de aviário. Eu já fui apalpado e
assediado e não me considero inferiorizado, nem tenho que ir a correr para a
associação de defesa dos direitos dos homens apalpados. Tenham dó da minha
inteligência. Claro, que sou contra as gajas e gajos que são violados, alvo de
violências verdadeiramente contra sua vontade, mas como posso sentir “pena” de
gajas ou gajos, que usaram o seu corpo, para na altura, conseguirem obter algo
que muito desejavam, mas que agora se armam em vítimas?? As verdadeiras gajas,
que sabem usar o seu charme, inteligência e sensualidade de uma forma discreta,
essas sim eu admiro-as e respeito-as. As outras, são apenas gajas que para
obterem notoriedade se ofereceram e que agora que já atingiram um estatuto, ou
que entretanto já perderam a sua reputação, vêm agora armadas em galinhas de
aviário, tentar voltar a ganhar notoriedade. Da primeira vez armaram-se em
boazonas, agora armam-se em vítimas. Enquanto houver gajas (e gajos) que abusem
desta perspectiva, então haverá necessidade de muitos dias das vitimas de
qualquer coisa (coitadinhos!!). Termino, com um enorme beijo de respeito e amizade
a todas as gajas e gajos, que sabem aproveitar e viver a vida. Os outros são
apenas uma cambada de frustrados. Um último comentário: se usei o termo gajas e
gajos, entendam-no como uma forma amistosa e sincera, de vos dizer que gosto
das verdadeiras pessoas (mulheres e homens), que são mesmo verdadeiras e
genuínas. Portem-se mal e desfrutem da vida, sem complexos, nem remorsos.
Isso é que é falar... escrever.
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