sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

CARLOS DO CARMO, UM SENHOR!


Hoje fiquei mais pobre e triste, assim como Lisboa, Portugal e, sobretudo o FADO! O fado essa canção, que nos sai da alma, expressando uma alma única, que é a Portuguesa. Dizem que é uma canção triste. Talvez o seja, mas também é uma canção de festa, mas sempre, exultando o Amor. Pode ser o Amor triste, de quem partiu e aí hoje teremos que cantar um fado para o Sr. Carlos do Carmo. Pode ser o fado que fala do amor que partiu, do amor não correspondido, duma cidade, duma mocidade, duma festa, dum Santo, mas acima de tudo é falar de Portugal, das nossas memórias, das boas memórias, sem saudosimos. Que bom, é entrar numa casa de fados, comer um chouriço assado, beber um bom tinto e fazer silêncio, para ouvir o artista. Fechar os olhos e beber a poesia, cantada por quem a sente. Que bom é ouvir o castiço fado vadio, numa qualquer tasca, dum tipico bairro. Que bom é sentir o peso da fidalguia e da tradição, numa boa festa, seja ela a do Colete Encarnado, em Vila Franca de Xira, em dia de touros e touradas ou na Feira da Golegã , em dia de São Martinho, entre cavalos e castanhas assadas. O fado é de Lisboa, sem esquecer Coimbra, mas mais do que do duma cidade, o fado é de Portugal, o fado é do Mundo, bastando haver um Lusitano, que se revê e sente bem, no nosso cantinho à beira mar plantado, sempre com a saudade da terra. Se o nosso fado, é hoje património imaterial da Unesco, a Carlos do Carmo o devemos, pelo esforço e determinação, que em conjunto com a equipa do Museu do Fado e outras pessoas do meio, com que se envolveu neste desiderato. Eu gostava de Carlos do Carmo, pela sua cultura, pela sua simpatia, pelo seu humor, pelo profissionalismo que punha em tudo o que fazia, especialmente tudo o que tivesse a haver com a sua arte, o fado. Só nunca compreendi, porque não gostava que as pessoas batessem palmas, enquanto cantava, mas enfim, isso agora não interessa para nada. Era o Sr. Carlos do Carmo! Até sempre. Dê os meus cumprimentos a Amália, ao Ti Marceneiro e ao Paredes. Bem haja CC!

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