sábado, 21 de junho de 2014

ATITUDE

Estou a ver o jogo do mundial Alemanha-Gana, que está empatado neste momento. Estou encantado com a maneira como o Gana está a jogar, mostrando uma coesão e uma determinação impressionantes. Não estão nada amedrontados, com a equipa que deu 4-0 a Portugal, a selecção do dito craque Ronaldo. Primeira nota: não discuto nada e até tenho imenso orgulho de termos um jogador do calibre do CR7 a jogar por Portugal, sendo considerado o melhor jogador do mundo. Segunda consideração: o futebol é um jogo de equipa com 11 elementos no campo e muitos mais fora do mesmo, que ajudem a que se concretize o objectivo do jogo: ganhar!
Portugal exibiu uma posição sobranceira, porque pensava que bastava ter o CR7 e tudo estava ganho; isso resultou numa aberrante falta de motivação, quase raiando o desprezo pelo emblema que têm ao peito. Aliás, começou logo quanto se cantou o hino. Continuam a não saber cantá-lo e mais grave não o respeitam, pois ainda não tinha acabado e já estavam a sair da formação e a olhar para os ecrãs para ver se tinham o penteado no sitio. Por isso fomos tudo, menos uma equipa. Até a indisciplina esteve presente, com a inadmissível e indesculpável cabeçada do Pepe. Moral da história: foi o exemplo típico de que quando algo pode correr mal, então tudo vai correr mal e para mim tudo reside na atitude dos jogadores, que em nenhum momento conseguiram jogar, pensar e actuar em conjunto. Acabe-se com o protagonismo do Ronaldo, que para mais está debaixo do efeito de uma severa lesão (que inclusivé lhe pode trazer problemas graves no futuro) e unam-se em torno do objectivo do futebol, jogando como uma equipa. Também não podemos descurar que o planeamento poderá não ter sido o melhor, pois em vez de adaptar o mais cedo possível a equipa às condições climatéricas distintas de que a maior parte dos jogadores está habituada, decidiu-se andar a "passear" pelos EUA, para adaptar ao fuso - viram o cogumelo e esqueceram-se da floresta (neste caso o calor e a humidade).
Este exemplo pode ser transposto para uma empresa: se estiverem à espera que os resultados caiem do céu, que existe alguém que tem uma varinha mágica, se o planemaneto for apenas uma mesquinhice de uns quantos chatos, se não existir  disciplina e um comando claro, as empresas falham claramente. E o mesmo se pode extrapolar para a politica, excatamente com os mesmo termos.
E não esperem nada da sorte; até a sorte dá trabalho. A sorte só acontece se a procurar-mos com muito trabalho e objectividade.
Voltando ao futebol, não foi só Portugal a sofrer com determinações erradas - outros dois monstros já estão de fora: Espanha e Inglaterra. Espero que esta lista não engrosse com Portugal, pois estou de acordo quando se diz, que maus principios, com a atitude certa, se podem transformar em finais felizes. Vamos embora Portugal, joguem como equipa e com uma atitude positiva podem lá chegar. Ponham os olhos no Gana e no Irão, que hoje tambem deu um exemplo de preserverança, frente à toda poderosa Argentina (apesar de no final ter sossobrado).

domingo, 6 de outubro de 2013

CARTA ABERTA AOS POLITICOS DE PORTUGAL

Deveria começar por me dirigir a vós, por “estimados políticos”, mas estaria a ser hipócrita, pois não vos estimo, mais que tudo, porque vós também não me estimais. Acabamos de atravessar mais um período eleitoral, momento nobre de uma democracia, onde se afirma que é o momento soberano, em que os eleitores expressam o seu sentimento, basicamente através do seu sentido de voto. Independentemente de quem é votado, deve ter-se muita atenção a todos os indicadores, nomeadamente a abstenção, os votos brancos ou os votos nulos. E nestas eleições, que por muitos são consideradas menores, eu acho que deveriam ser exactamente as principais, porque são aquelas onde escolhemos “os” que conhecemos e sabemos onde estão! O poder deveria ser formado debaixo para cima, partindo dos eleitos locais que piramidalmente e de uma forma geográfica iam sendo agrupados, até chegar ao governo de Portugal, que garantia a coesão nacional. Esse governo seria “chefiado” por um chefe eleito directamente pelo povo na sua generalidade e que iria garantir o contra-poder. Mas deixando o modelo que há muito defendo, para correctamente e equilibradamente nos defender e representar, nestas eleições de ontem, há um sinal muito claro: os portugueses não gostam da actual classe politica, nem dos partidos. Quase metade dos portugueses (47,4%) não foram votar; se a isso juntarmos cerca de 2,95% de nulos (votantes que exerceram o seu direito mas decidiram inutilizar o seu voto, consciente ou inconscientemente) e 3,85% de brancos (admitamos que votaram, mas se abstiveram). Se a isto juntarmos os independentes, quer dizer que só votaram em partidos, pouco mais de 40% dos portugueses. São números para pensarem Srs. políticos. Como os senhores políticos vivem numa torre de marfim, apenas saindo para vaguearem entre palácios e hotéis de 5 estrelas, não querem ver nem ouvir o que se passa nas ruas e o que dizem as pessoas. Provavelmente iriam descobrir uma classe média (ou o que ainda resta dela) sem esperança e empobrecida, as empresas familiares (ou o que resta delas), perfeitamente atrofiadas em exigências inexequíveis e financeiramente falidas, isto já para não falar daqueles que não eram, nem nunca foram monetariamente favorecidos. As pessoas estão tristes e não se revêm neste sistema, nem nestes actores. Se não têm a vontade de ir á rua, pelo menos no remanso dos vossos gabinetes, interpretem com honestidade estes números eleitorais. Percebam o que querem dizer. Basta!! Mas esta mensagem é para todos: Sr. Passos Coelho, pela sua cegueira e falta de sensibilidade social; Sr. António Seguro (que não passa de um menino imberbe); Sr. Paulo Portas (que tem muitas histórias mal contadas no seu currículo); Sr. Jerónimo de Sousa (até admiro a sua honestidade partidária e filosófica, mas estamos num século à frente do muro de Berlim); e dos outros, nem comento, porque não expressam nada, apenas existem porque as pessoas procuram alternativas noutras áreas politicas, como um naufrago busca terra. Pensem nisto Srs. políticos.

domingo, 4 de agosto de 2013

PEÇO O FIM DOS PARTIDOS

Em Maio, tive o ensejo de visitar o Parlamento Português, numa excelente visita de cerca de 2 horas, onde tive oportunidade de sentir a história daquele local mítico e poder, por breves momentos, imaginar as conversas de inúmeras gerações de dirigentes que por ali passaram com mais ou menos notoriedade, as decisões que foram tomadas e sonhar com as inúmeras histórias que aquelas paredes têm para contar. A visita termina na loja do Parlamento, onde recolhi um marcador de livros, com a seguinte frase, de Fernão Boto Machado, dita em 1911: “…Todo o cidadão numa república democrática é rei por virtude da lei e do voto….”. Fiquei a pensar neste dito, que na sua essência é genuíno, virtuoso e simples, mas que na prática, cem anos volvidos é apenas uma frase sem sentido nem correspondência real. Há dias numa das minhas caminhadas pela aldeia onde moro, passei por uma reunião politica para apresentação de um candidato à junta de freguesia. Tinha havido uns comes e bebes, música de circunstância e depois aquelas lindas palavras, tudo nos prometendo e eles jurando que trabalharão até à exaustão, com muito sacrifício próprio, para que as pessoas tenham um retorno condigno, para os impostos que pagamos. Quase que chorei com a abnegação daquele homem e não fosse ler os jornais todos os dias, eu até acreditava nele. Nele e em toda a cambada de políticos de aviário que nos governa, ou melhor, que se governam à nossa custa, sugando-nos tudo o que amealhamos com o nosso suor, para esbanjarem em mordomias e favores, para entregar aos seus proxenetas, que depois de uma breve carreira politica (nem me atrevo a dizer de trabalho, porque é mentira), lhes darão umas migalhas traduzidas em belos cargos, com pomposos nomes e umas remunerações escandalosas, para as suas habilitações, experiência e empenho. E esta horrenda mancha negra, já está a minar a justiça, politizando-a através de nomeações de cariz partidário, para os lugares de topo, que deverão manter a fidelidade a quem os nomeia, prostituindo assim a verdadeira essência da justiça, eliminando o seu máximo sentido de independência. Claro que como em tudo, há sempre umas ovelhas ranhosas, mas na nossa classe dirigente eu diria, que felizmente até há umas ovelhas brancas – justiça lhes seja feita, mas mesmo esses ou acabam engolidos pela voracidade da fera económica ou são afastados, muitas vezes de uma forma inglória e injusta, muitas vezes ao abrigo da expulsão desse organismo fabuloso (no mau sentido) que são os partidos políticos. Acabe-se com os partidos, esse antro académico de formadores de corruptos, vendilhões do templo e publicitários da banha da cobra, que apenas nos conhecem antes das eleições. Começo a perceber o sentido da razão, porque alguns amigos e familiares, dizem que não votam. Somos nós que os elegemos para a seguir eles nos violarem consciência e profanarem a carteira. Basta! Vou tornar-me objector político e defender uma nova realidade de representação, baseada nas pessoas e na proximidade. A sociedade tem que ser gerida de baixo para cima, baseada na realidade das pessoas e dos círculos geográficos, tendo no topo organismos que consolidem a coesão nacional e assegurem que não nos vilipendiam. Temos que ser respeitados como pessoas, que geramos a riqueza e que esperamos o retorno dos nossos impostos de uma forma equitativa e justa.

sábado, 23 de março de 2013

COLUNA VERTEBRAL

Uma das razões porque não tenho vindo deixar aqui os meus comentários é porque, tendencialmente serão comentários negativos, porque a actual classe politica global deprime-me. Mas como quem cala consente, aqui estou hoje para demonstrar o meu mais profundo desagrado por aqueles que ajudei eleger, os nossos actuais governantes. Dá-me um asco enorme ver aqueles que nos governam e que nos deveriam prestar contas em primeira mão, darem essa primazia aos senhores do dinheiro e à poderosa senhora que governa a Europa. O Sr. Passos Coelho e a sua corte, tiverem no inicio do mandato, o voto de confiança e o apoio resignado dos Portugueses na sua grande maioria, porque o Povo na sua sabedoria, percebeu que não podíamos continuar no rumo que vínhamos. Este governo consegui destruir esse capital de confiança (e 78 mil milhões de euros), continuando a fazer mais do mesmo; não resolver o problema de fundo - o excesso de Estado e preferindo financiar-se à custa de quem faz mexer Portugal: os Portugueses trabalhadores, especialmente a classe média e as PME´s, com cada vez mais impostos. Era óbvio que esta estratégia ia destruir valor e fazer que entrássemos em recessão: psicológica e financeira. O Sr. Vitor Gaspar fez um excelente trabalho a nível macro, mas esqueceu-se da micro economia. Erro crasso!!! Agora veio dizer que o plano estava mal desenhado, mas esqueceu-se que o seu chefe dizia que queria ir mais além do que a Troika. Tenham vergonha na cara! Tenham coluna vertebral! Os senhores estão a negar a nossa história de mais de 800 anos, numa posição subserviente a interesses estrangeiros. Desçam da vossa torre de marfim e venham ver a realidade da vida. E o que mais me entristece, é que mesmo maus, não sei se haverá melhor. As alternativas por muito que proclamem, quando lá chegarem vão fazer mais do mesmo. É o costume, duma classe politica que não tem essa coisa fundamental, que nos distingue de outros géneros animais: ter uma coluna vertebral e saber andar de rosto erguido. Não têm ética, educação (também é piada para o Relvas), nem vergonha.

sábado, 6 de outubro de 2012

PÁTRIA MALTRATADA

Somos governados por uma cambada de incompetentes. Isso já não é novidade. Somos governados por uma cambada de insensíveis. Isso já não é novidade. Somos governados por uma cambada de estúpidos. Isso já não é novidade. Somos governados por uma cambada de mentirosos. Isso já não é novidade. As cerimónias do 5 de Outubro apenas mostraram os ratos que nos governam. Ratos que não sabem cantar o hino e nem sequer sabem içar a nossa bandeira. O que pasma é que nenhum rato percebeu que a bandeira estava a ser içada ao contrário na varanda da Câmara Municipal de Lisboa, a começar pelo senil do Cavaco Silva, que além de ser presidente da República é o comandante chefe das Forças Armadas, que têm a bandeira como um dos símbolos chaves do seu código de honra. Pode este senil ser o nosso chefe maior? Claramente não. O rato do Pedro Coelho, foi para Bratislava, pois em principio por lá ninguém o vaia, coisa que o cobarde do rapaz, já anda maçado, pois ainda não teve a inteligência suficiente para perceber o actual estado deste povo calmo e sereno - normalmente. Aonde estava o Gaspar, ceguinho catedrático, que ainda não conseguiu perceber que muitos impostos de nada...é nada! Aonde estava o Relvas, licenciado em McLusófonas universidades? Aonde andava o Paulinho das feiras, que ainda há poucos dias, jurava a pés juntos que mais impostos, não aceitava? E já para não falar daquele palhaço que diz que os empresários são ignorantes e que dá pelo nome de Borges. Senti vergonha de ouvir o hino e ver dois energúmenos a içarem a nossa bandeira ao contrário! Tive vergonha de ver uma cambada de proxenetas, virarem a cara para o lado, para não serem importunados por uma senhora que apenas mostrava a sua revolta, mais que legitima. Chiça! Nós estamos a ficar sem nada. Sem nada daquilo que construimos com suor; com o nosso suor! E apenas porque uma cambada de pessoas que nos prometerem defender, sentam-se atrás de uma folha de cálculo e esquecem-se que estão a tomar decisões que vão afectar pessoas. As mesmas pessoas que os sustentam. Eu não me importo de dar a camisa pelo meu país, se isso significar a nossa salvação; mas não posso aceitar que ao meu lado andem de fatinho, gravata ou traje de gala, a gozar com o meu sacrifício, de andar de tronco nu! Será que estes idiotas ainda não conhecem o país? Será que ainda não perceberam que o país é largamente sustentado por micro, pequenas e médias empresas que geram riqueza e trabalho? Será que ainda não perceberam que os pagadores de impostos estão largamente entre os trabalhadores por conta de outrem, que são os que não podem fugir aos impostos? Claro que não, porque o que lhe interessa são as grandes empresas, que depois lhes dão o lugar quando saírem deste momento de sacrifício que é governar. Porque raio continuam a andar de Mercedes, Bmw e Audi? Não lhes chega Renault, Ford ou Seat? Então só agora é que se lembraram de criar mais uma comissão (leia-se mais uns tachos para uns amigos), que vai estudar (nem daqui a 5 anos teremos conclusões) a diminuição da despesa do Estado? Então até agora foi só sacar aos mesmos de sempre. Então o Gasparzinho não prometeu que por cada euro de imposto reduzia dois euros da despesa? Grandes mentirosos!!! E ainda gozam na nossa cara, a dizer que somos uns heróis.... Somos é uma cambada de cobardes pelo ponto de vista da nossa padeira de Aljubarrota. Amo a minha pátria, mas tenho uma enorme vergonha e nojo destes nossos governantes.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

PEDRO - O NOSSO PRIMEIRO

Pedro, Para começar, não tenho a ousadia de te tratar como amigo, tal como me trataste no Facebook, porque nunca bebemos café juntos. Segundo, mesmo que tivéssemos bebido um café e falado de trivialidades, isso não era sinónimo de sermos amigos. Terceiro e talvez o mais importante, os amigos não furtam os amigos. Aquilo que me fizeste (e perdoa-me por te tratar assim, mas foste tu que começaste), foi uma sodomização sem autorização. Eu sei que tu não és o Estado, mas como deste a cara por ele, nessa nobre tarefa que é (ou deveria ser) de defender a causa pública e como assumes o namoro com a Troika (eu sei que vais dizer que não foste tu, foram os outros e os outros que virão, hão-de dizer que não foram eles, foste tu). Tu roubaste-me a esperança do meu futuro, por tudo o que já me fizeste indirectamente, mais o salário que me roubas (sim, roubo, porque isto mete violência psicológica!)agora e mais aquilo que pode ainda vir, pois a vossa imaginação é fértil; mas é pena que seja apenas fértil com quem ainda tem a estupidez de trabalhar por conta de outrem e não possa ser político, não conseguir sustento sem factura, nem ter contas em paraísos fiscais, nem ser rico, sabe-se lá como (eu não tenho nada contra quem enriqueceu honestamente e fruto do seu suor). Pedro, porque não taxas as grandes empresas? Porque não taxas os resultados milionários dos grandes bancos? Porque não reduzes os parlamentares de Portugal? Porque não reduzes (para não te pedir para acabares) com as tuas mordomias e as dos teus amigos que nada fazem e apenas as têm, porque te ajudaram a chegar aonde chegaste? Porque não acabas com a maior parte das fundações que apenas encapotam fugas fiscais? Porque não acabas com a grande maioria das empresas públicas que apenas servem para sustentar os vícios duma cambada de incompetentes? E podia pedir-te mais uma lista de coisas para acabar. Mas infelizmente a tua coragem política termina nuns testículos de dimensão menor, que apenas sabem esmagar quem não se consegue defender e ainda é estúpido ao ponto de te dar o voto (eu me confesso). Pedro, nunca mais me trates por amigo, porque não o mereces. Nem tu, nem nenhum político actual ou passado recente. Não passam de uma corja de incompetentes que puseram o país como está, que saíram impunes, que conseguiram lugares de destaque (leia-se, bem remunerados) sem nada terem feito para os justificar ou merecer e que despejam os estragos em cima dos indefesos do costume. Pedro, não te odeio, como pessoa. Odeio-te por tudo aquilo que representas e tão bem encarnas. É pena que a vossa memória, boa-fé, honestidade, sentido de colectivo e determinação, termine no final de cada escrutínio eleitoral. Pedro, com o devido respeito, deste que não te considera amigo: vai á merda!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O NOSSO VOTO VALE DE ALGUMA COISA?

Dizem-nos que a democracia é muito bela, é uma forma de governo justa e equilibrada, onde a nossa voz tem poder e é escutada. Isto faz-me lembrar aqueles cartazes de destinos de férias, com destinos idilícos, praias desertas, de águas cristalinas, mas depois quando lá se chega...não é bem assim. Como podemos acreditar neste suposto poder, se durante as eleições nos prometem o paraíso e assim que chegam ao poder, nem sabem o nosso nome, nem aonde fica a nossa rua. Em vez de respeitarem o programa que nos prometeram e sobre o qual foram sufragados e lhes demos o nosso voto, preferem começar a trabalhar as suas próprias agendas, apenas servindo os interesses de quem os sustenta e lhes dá abrigo, que no fundo é quem realmente manda. Falo do verdadeiro poder - o poder económico, que de uma forma, mais ou menos discreta, vai condicionando o exercicio do poder, em função dos seus interesses, usando estes "politicozinhos" de aviário, que nunca trabalharam na vida, não produziram um cêntimo para o nosso PIB, tendo crescido no seio de juventudes partidárias que são verdadeiros antros de calões pseudo pensadores, que mais tarde tem continuidade em organizações mais ou menos secretas, aonde se continua a projectar e gerir, nas nossas costas, o nosso futuro, ao sabor dos interesses de uma minoria que tudo quer ter e controlar. A propósito não entendo porque se tem que proteger tanto a banca, os banqueiros e quem faz estes enormes disparates das engenharias financeiras, dos produtos tóxicos, das manipulações de mercado, das lavagens de dinheiro. Porquê? E ainda mais grave, porque somos nós que temos que pagar esses erros com impostos e austeridade brutais? E isto acontece porquê? Porque já não temos valores, não temos ética, não temos vergonha. Tudo é possível e admissível. Tenho saudades do tempo em que não bastava parecê-lo, tinha que se ser: educado, respeitador e leal. Hoje atrás da capa duma falsa liberdade valoriza-se quem é criminoso e não se respeita quem é honesto. Continuo a dizer: o poder tem que ir de baixo para cima, porque aí sim, teremos o verdadeiro poder de escrutinar quem nos governa e que nos deve respeito, baseando o poder num sistema piramidal em que o voto elege os nossos representantes directo numa assembleia local, que por sua vez irão então elegendo os representantes regionais e nacionais. Estou farto de ser governado, por quem não me respeita, nem se se preocupa comigo. Basta!