sábado, 18 de dezembro de 2010

BANDALHEIRA

O País está de tanga, ceroulas ou boxers - embora para mim mais pareça um fio muito dental!! mas continuam por aí uns senhores, que não devem ter um pingo que seja, de educação, respeito e ética. Então o BPN, está completamente falido - dizem que já lá injectaram 5 biliões de euros, que é uma frase muito bonita, para dizer que já "torraram" 5 biliões do nosso dinheirinho e hoje o Expresso anuncia que 20 (vinte!!!!) gestores da antiga versão do BPN, sem lá porem os pés desde 2008, ainda continuam a receber os seus salários??????? Acreditam? Eu também não quero acreditar, mas nos tempos que correm, aceitamos estes factos com um "natural" encolher de ombros, chamado resignação. Então estes senhores, que aparentemente ajudaram no regabofe deste banco, mas que apenas será judicialmente sentenciado daqui a 12 anos (mais ou menos), com uma sentença de 5000 páginas, sendo que após 398 recursos e incidentes, será arquivado, saindo todos em liberdade e a gozarem dos milhões que estão algures na Ilha de Man, Caimão ou outras que tal, sem porem lá os "pézinhos" continuam a receber os seus "miseráveis" salários, dum banco que foi nacionalizado, para evitar a sua falência e assim não afectar o sistema financeiro - mas uma fábula muito linda, pois impressiona-me como é que auditores, roc´s, autoridades supervisoras e Banco de Portugal, deixaram que isto acontecesse, sem que ninguém seja chamado (tipo Maddoff) a prestar responsabilidades???? Mas voltando à "vaca fria" - e então os novos gestores que lá estão, como será que explicam isto? Ou será que tambem vão dizer como o Sr. Rendeiro - não sabiam de nada....coitadinhos!!!! Assim Portugal não vai longe. Temos que restaurar o nosso orgulho, baseado na educação, solidariedade e com muita coragem, senão continuamos a afundar-nos, mas a orquestra continua a tocar. Haja coragem senhores governantes - ou será que comem todos do mesmo prato????

domingo, 31 de janeiro de 2010

O NOSSO ORÇAMENTO DE ESTADO

Esta semana, foi a semana do orçamento; trata-se de um instrumento estruturante, onde se define a politica financeira/fiscal do Estado, ou seja de uma forma muito simplista, prever o que se recebe e como se gasta, entre outras diversas coisas relacionadas com o governo da Nação.
Recordo-me de quando era pequeno, no final do mês os meus pais irem para a sala, punham o ordenado em cima da mesa e começavam a fazer a divisão do mesmo: renda, compras, roupas, isto e aquilo. E porque faziam os meus pais isso? Porque sabiam que não podiam gastar mais do que ganhavam. A isto chama-se bom-senso e responsabilidade.
Nos tempos modernos, as familias juntaram aquelas coisas triviais, o pagamento dos créditos: da casa, do carro, dos electrodomésticos, disto e daquilo. E porquê? Porque o nosso sistema finaceiro proporciona-nos desfrutar no imediato, aquilo que só podemos ter no futuro. Mas também aí deve imperar o bom-senso e a responsabilidade. Noutra escala o Governo tambem submete o seu orçamento para ver aonde vai gastar o dinheirinho que arrecada com os impostos. Deve definir as despesas correntes e investimento.
Eu apreciei o bom-senso que imperou na aprovação deste OE, mas estou desconfiado com todos: desde o Governo à oposição, estou a achar diálogo a mais; não que eu não aprecie o diálogo, mas sinceramente não estou habituado a tanta boa vontade. Será que os nossos eleitos perceberam que devem fazer alguma coisa pelos interesses do país, sobrepondo esses interesses aos partidários? ou estão a armadilhar-se mútuamente para depois cobrarem mais à frente e poderem dizer que a culpa nunca é deles - é sempre dos anteriores. Vamos ver, mas dou-lhes o meu benefíco da dúvida (mas com um nariz muito desconfiado).
No meio disto tudo, lá vêm os do costume, achar que é uma vergonha os funcionários publicos, não serem aumentados - mas será que estes senhores vivem noutra galáxia e não respeitam minimamente quem lhes paga o salário - sim, no fundo os contribuintes (nós todos!) somos os "patrões" do estado, logo recebemos os "dividendos" - os serviços que o estado nos dá, em troca de "capital" - os nossos impostos. Exmos. Srs., que provavelmente nunca tiveram insónias para pagar os ordenados (como diz Belmiro de Azevedo), abram a pestana e passem a viver no mundo real (por muito mau que ele seja). Tambem não posso deixar de notar que o OE podia (devia) ter ido mais longe na taxação das mais valias em bolsa e na moralização das taxas de IRC aos bancos - em vez de se mexer nos bónus dos gestores, que penso ser incostuticional, numa base de discriminação negativa.
Vamos ver se conseguimos seguir em frente, salvar o país e sairmos dos "pigs" (grupo Portugal, Itália, Grécia e Espanha).

sábado, 23 de janeiro de 2010

A justiça

Considero a justiça como um dos pilares fundamentais da (de uma) sociedade moderna, juntamente com os outros poderes clássicos: legislativo e governativo.
Mas como pode a nossa sociedade funcionar se uma das suas três pernas (já nem quero falar das outras duas) pura e simplesmente não funciona, se não existe respeito por quem a procura, se não existe eficácia na sua aplicação.
Em Portugal, existem excelentes exemplos de uma boa justiça, fruto do esforço de muita boa gente anónima (desde Juízes a Advogados, passando pelo pessoal administrativo) que procura que a sua existência faça sentido e tenha aplicação; mas por outro lado considero a sua tarefa hercúlea, dada a complexidade da nossa legislação e usufruto dessa complexidade que é aproveitada de uma forma injusta, por quem deseja que a mesma não se aplique. Porque será que quase sempre o prevaricador tem direito a todas as dúvidas, enquanto o prejudicado pena pelos corredores da justiça, clamando por justiça, que muitas vezes quando chega, já não passa de uma ténue sentença que em nada repõe as situações ilicitas ou ilegais criadas. Detalhando um exemplo simples: se um energúmeno furtar o rádio da minha viatura e for detido, "coitadinho" é filho de pai bêbado, mãe drogada, o avô violava-o e a avó batia-lhe. Umas horas depois está "cá fora" para continuar impunemente continuar a fazer exactamente a mesma coisa vezes sem conta. Já eu se o apanhar com o cócix bem dentro do meu carro a furtar o rádio e lhe der uns valentes estalos, sou um criminoso que usei de força desmesurada e ficarei sujeito a termo de identidade e residência até ao julgamento (que demorará, pelo menos, oito anos) e depois ficarei com pena suspensa e cadastro por agressão. Justiça??? Este simples exemplo poderia ser replicado em gravidade e dimensão e chegariamos aos nossos grandes casos: Casa Pia, Face Oculta, Furacão, Multibanco, BPP e tantos outros, que acabam (ou irão acabar por morrer algures no pó de uma cave de um qualquer Tribunal ou garagem do Estado). Pegando no caso do BPP, fico pasmado como um tal Sr. Rendeiro se pretende autoinocentar de uma forma aberrante e ridícula depois de ter sugado e vivido das poupanças de milhares de pessoas, tendo ainda a soberana lata de clamar inocência, escrever um livro e gabar-se de que já está a investir de novo e a ganhar dinheiro. Justiça????? E se um daqueles coitados (com o devido respeito) aforradores que lhe confiou os seus dinheiros, que hoje poderá não ter dinheiro para comer lhe "espetar" um tiro na cabeça, em desespero de causa, por se sentir injustiçado, moralmente vilpendiado e ainda por cima gozado, que lhe acontece? Fica preso para o resto da vida por homicidio premeditado. Justiça????.
Ouço muito boa gente e habilitada para tal, falar de uma justiça que não funciona; então porque esperam os outros poderes para mudar este descaminho que a justiça leva? Será preciso uma revolução popular? Será preciso agurdar por milicias populares que por suas mãos, apliquem aquilo que os Tribunais não conseguem? Ou poderemos enverdar por um caminho de não-justiça, tipo "cada um por sí"?
Tenho a certeza, que a justiça é tão essencial, como a educação, os serviços de saúde, as acessibilidades e as comunicações, pelo que rogo que comecem a reestruturar a nossa justiça: descompliquem-na, sejam mais rigorosos e já agora, mais duros. Este formato de "mais duros" não significa o elogio da pena de morte ou o aumento das penas (temporais ou monetárias) - usem a figura do serviço civíco como uma forma de reintegrar essas pessoas na sociedade, em simultâneo com um efectivo pagamento à sociedade contra a qual agiram e assim até servia para poupar uns dinheiros ao erário público em vez de o carregar. Sim podemos - vamos começar rápidamente a mudança. Sem um efectivo sentimento de justiça, a injustiça vencerá - e isso não o desejamos.