Esta semana, foi a semana do orçamento; trata-se de um instrumento estruturante, onde se define a politica financeira/fiscal do Estado, ou seja de uma forma muito simplista, prever o que se recebe e como se gasta, entre outras diversas coisas relacionadas com o governo da Nação.
Recordo-me de quando era pequeno, no final do mês os meus pais irem para a sala, punham o ordenado em cima da mesa e começavam a fazer a divisão do mesmo: renda, compras, roupas, isto e aquilo. E porque faziam os meus pais isso? Porque sabiam que não podiam gastar mais do que ganhavam. A isto chama-se bom-senso e responsabilidade.
Nos tempos modernos, as familias juntaram aquelas coisas triviais, o pagamento dos créditos: da casa, do carro, dos electrodomésticos, disto e daquilo. E porquê? Porque o nosso sistema finaceiro proporciona-nos desfrutar no imediato, aquilo que só podemos ter no futuro. Mas também aí deve imperar o bom-senso e a responsabilidade. Noutra escala o Governo tambem submete o seu orçamento para ver aonde vai gastar o dinheirinho que arrecada com os impostos. Deve definir as despesas correntes e investimento.
Eu apreciei o bom-senso que imperou na aprovação deste OE, mas estou desconfiado com todos: desde o Governo à oposição, estou a achar diálogo a mais; não que eu não aprecie o diálogo, mas sinceramente não estou habituado a tanta boa vontade. Será que os nossos eleitos perceberam que devem fazer alguma coisa pelos interesses do país, sobrepondo esses interesses aos partidários? ou estão a armadilhar-se mútuamente para depois cobrarem mais à frente e poderem dizer que a culpa nunca é deles - é sempre dos anteriores. Vamos ver, mas dou-lhes o meu benefíco da dúvida (mas com um nariz muito desconfiado).
No meio disto tudo, lá vêm os do costume, achar que é uma vergonha os funcionários publicos, não serem aumentados - mas será que estes senhores vivem noutra galáxia e não respeitam minimamente quem lhes paga o salário - sim, no fundo os contribuintes (nós todos!) somos os "patrões" do estado, logo recebemos os "dividendos" - os serviços que o estado nos dá, em troca de "capital" - os nossos impostos. Exmos. Srs., que provavelmente nunca tiveram insónias para pagar os ordenados (como diz Belmiro de Azevedo), abram a pestana e passem a viver no mundo real (por muito mau que ele seja). Tambem não posso deixar de notar que o OE podia (devia) ter ido mais longe na taxação das mais valias em bolsa e na moralização das taxas de IRC aos bancos - em vez de se mexer nos bónus dos gestores, que penso ser incostuticional, numa base de discriminação negativa.
Vamos ver se conseguimos seguir em frente, salvar o país e sairmos dos "pigs" (grupo Portugal, Itália, Grécia e Espanha).
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