quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O MUNDO VAI ACABAR?


Para mim o Natal é uma festa da familia, com muita paz e tranquilidade. Adoro ver o movimento das ruas, as luzes da rua, a alegria dos mais pequenos, o cheiro dos pinheiros, o calor do forno a fazer o pão, o cheiro do alho descascado para o bacalhau e o aconchego do lar. Provavelmente destas coisas todas que mencionei, já só restam os alhos e ainda algum aconchego familiar. Tudo o resto se perdeu, na ânsia consumista efémera de uns desgantantes dias nas compras, a derreter tempo e dinheiro, para se esgotar num breve serão, comandado pela descoberta da prenda mais valiosa (em vez da mais desejada, o que não é sinónimo da mais cara), ao som de um qualquer canal de TV. Este efémero serão é antecedido por uns stressantes dias, carregados de almoços e jantares de Natal, centenas de SMS´s e outros tantos mails, com mais ou menos bom gosto, numa ânsia semelhante ao fim do Mundo.

Amigos, hoje, o Mundo segue igual e provavelmente não conseguimos capitalizar todo esse investimento que fizemos nas últimas semanas. Vamos guardar parte dessa energia e distribuí-la ao longo do ano. Decerto vamos sentir-nos melhor e quem recebe dará outro significado. No fundo, usando aquele chavão habitual: "...Natal é sempre que uma pessoa quiser...".

E já agora, uma pergunta: que fizemos por quem realmente necessita de nós? Para cada um meditar.

Para terminar poderia desejar-vos um Bom Ano Novo. Prefiro desejar-vos um grande dia de amanhã. E assim sucessivamente. Vivam cada dia, como se fosse o primeiro dia do resto das vossas vidas. Os meus votos sinceros é que vivam e sejam felizes durante muitos e muitos e muitos dias.

Bem hajam por ser meus Amigos.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

2012


Dois mil e uma dúzia. Eis o número de anos que passaram, desde o suposto nascimento de Cristo, que estamos em plena época de celebração. Intitulo-me de católico não praticante, mas no fundo acho que sou ateu, mas pelo sim pelo não, lá me vou benzendo. Sinto que existe algo de divino, pois reconheço que locais sagrados, como, Fátima em Portugal ou a igreja do Santo António em Pádua, Itália, mexem comigo quando os visito, talvez por alguma sugestão, não sei. Existem múltiplas igrejas, várias grandes correntes, mas no fundo todas nos prometem algo, a troco de praticarmos o bem: a eternidade, fazer amor à quinta feira, sete virgens se aniquilarmos muitos opositores, a absolvição dos nossos pecados, por exemplo. Parece os partidos políticos – se praticarmos o bem (leia-se, darmos-lhes o nosso voto) prometem-nos o paraíso. No entanto tem um pequeno senão, num às segundas feiras (dia a seguir à missa dominical da religião católica) e noutro, no dia a seguir ás eleições, descobrimos que afinal a vida terrena, não é tão boa como nos prometem, nem vamos receber todos as benfeitorias que nos anunciaram na campanha politica, para umas eleições. Os políticos, com honrosas, infelizmente poucas, excepções, não passam de uma cambada de aldrabões que nos enganam com poderosíssimas máquinas de publicidade (pagas por nós), para nos caçarem os nossos “votinhos”, que todos somados, lhes dá direito a atingirem o famigerado “poleiro”. Assim que lá chegam, nem sabem aonde fica a nossa terra, nem o nosso nome, apenas lhes interessando o nosso número de contribuinte, para a partir daí, nos sugarem o que puderem, sem pensarem no bem comum – que deveria ser a sua maior missão. Começam por chamar os seus lacaios, a maior parte das vezes, sem qualquer competência para os lugares que vão ser nomeados, apenas interessando que garantam a vassalagem ao seu líder. Depois vêm as mordomias: gabinetes, secretárias, carros, comitivas. A partir daí, apenas governam com um único interesse – preparar as próximas eleições para garantir o máximo possível de rentabilidade (pessoal, claro). Se tiverem que sair, encarregam-se de antes de sair, poder fazer o máximo possível de favores aos seus correligionários e futuros empregadores (há que assegurar o lugar de administrador de uma qualquer empresa, que lhes proporcione um belo “tacho”). Se começasse a lista de nomes que me vêm à cabeça, precisava de muito papel. Apenas alguns (desculpem-me aqueles que me esquecer de mencionar): Isaltinos, Felgueiras, Limas (juro que não sou eu), Melancias, Silvas, Avelinos, Costas, Sócrates, Portas. Trata-se de uma cambada de mamíferos, mas sem coluna vertebral, pois ainda me hão-de explicar como chegam tesos ao poder e depois mexem com milhões, como eu conto tremoços num pires. Milagre? Já sou suficientemente crescido para não acreditar no Pai Natal. Mas isto não é só em Portugal. Vamos a Espanha e a palhaçada é a mesma, pero com salero. Já nem a família Real escapa. Será que, aquele cabeça de atum, o Duque de Palma, não tem vergonha na cara? E precisava? Penso que por vezes é apenas a ganância, um dos grandes pecados (mas podiam desfrutar de outros, como a luxúria ou a gula e assim já não chateavam os outros!). E em França, o antigo Presidente Chirac? A câmara pagava lugares oficiais, que depois trabalhavam no partido. Fantástico! E podíamos ir por aí fora, ultrapassar continentes e os exemplos andam quase sempre na mesma bitola. Merecemos isto? Talvez sim, talvez não. Se os valores de ética, honra, lealdade, respeito, educação, prevalecessem, fossem rigorosamente ensinados e interiorizados, talvez o Mundo funcionasse melhor. E deixemo-nos de tretas, quem não os cumprir, deve ser exemplarmente punido. Estou a borrifar-me para os direitos humanos daqueles animais, que roubam, matam e destroem os outros e os bens dos outros, passando sempre incólumes, ao abrigo dos seus direitos de justiça, defesa e respeito. E ainda gozam com aqueles que vilipendiam, com aqueles que os apanham e com aqueles que os julgam. Enquanto a mentalidade do perdão (mal interpretado) perdurar a sociedade vai piorar. E vai ser triste, porque a grande maioria é honesta e trabalhadora. Longe vão os tempos em que se deixava a chave na porta ou no carro; se perdia a carteira e a encontrávamos na polícia e as pessoas podiam circular tranquilamente a qualquer hora, em qualquer lugar; se encontrava dirigentes, que pagavam do seu bolso as suas despesas pessoais e ficavam envergonhados com os seus erros.
Enfim, vamos manter a nossa esperança, vamos tentando melhorar o nosso mundo, com saúde, alegria e respeito mútuo. São os meus votos no aproximar de um novo ano.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O MUNDO ESTÁ LOUCO?


Abrir os jornais, ver os telejornais ou ouvir a rádio é um exercício monótono e deprimente. A crise, os acidentes, os incêndios, a guerra, a morte e a violência são denominadores comuns destes mensageiros da desgraça. Salvam-se alguns jornais e noticiários mais “sérios” que mais que noticiar a desgraça, tentam promover o debate das ideias e dos conceitos. Para além disto o que resta? As novelas e a bola – que em abono da verdade poucas coisas positivas deixam para o futuro.
No entanto nos últimos dias o chorrilho de vandalismo (o caso de Inglaterra), o pseudo-protesto (o caso das Portas do Sol, em Madrid), um demente que resolve matar os outros inocentes (o caso da Noruega) ou os sucessivos assaltos (cá no nosso burgo, especialmente no Algarve), entre outras coisas, levam-me a continuar a pensar, que o modelo de democracia está caduco e obsoleto. A democracia pressupõe, para além de um livre desígnio das nossas escolhas, através do voto, um respeito pela dignidade humana e um respeito pelas pessoas e instituições, acima de qualquer suspeita. Ou como diriam os antepassados: “…saber viver em sociedade…”. Fruto de legislações cada vez mais permissivas, justiças cada vez mais burocráticas e falta de educação cívica, começam, com cada vez mais insistência, a gerar o aparecimento de grupos (gangs!!) de pessoas que não sabem viver em sociedade, mas proclamam todos os seus direitos. Errado!!! Os direitos implicam deveres. Esse é um dos mais básicos princípios. Então porque é que esses energúmenos (para não lhes chamar bandidos!), resolvem furtar, roubar, destruir, vilipendiar, violar e até matar os outros, que honestamente tentam viver, lutando todos os dias pelo seu quinhão de felicidade? Porque nada lhes acontece – resposta elementar. Não sou adepto da pena de morte, porque descobrir um erro de julgamento, poderia ser irreversível, mas quase que sou adepto do dente por dente, olho por olho. Se as penas fossem verdadeiras penas (leia-se castigos exemplares), talvez muitos meninos começassem a pensar duas vezes antes de fazer algo de errado. Como é possível os mesmos bandidos, fazerem inúmeras vezes os mesmos crimes e continuam a sair cá para fora em liberdade, gozando com quem estrupiaram, com os deteve e com quem os julgou?? Isto é democracia? Não!, isto é selvajaria! Eu não poso pactuar com uma justiça que chateia mais os lesados do que os réus ou os arguidos; eu não pactuo com uma justiça, que baseada em critérios de modernidade e (instrução) liberta pessoas que não sabem viver em sociedade! Eu não quero sustentar aqueles que nada querem fazer, e pior do que isso: ainda arranjam maneira que eu tenho que andar a trabalhar para os sustentar! Estou farto de uma sociedade que determinados senhores (xicos-espertos) põe o seu dinheirinho em off-shores e não pagam impostos e ainda gozam com o fisco e o Estado e eu, se me distraio um dia a entregar o IRS já estou logo a pagar uma coima; e se insistir a máquina sorvedoura do Estado penhora-me logo os bens que encontrar – sim porque eu devo ser muito estúpido – vivo de uma maneira que não consigo esconder nada dos meus rendimentos e dos meus bens. Deixem-me viver em paz e sossego. Obrigado.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A CIDADE PROSTITUTA


Num recente passeio a pé pela cidade de Lisboa, fiquei totalmente deprimido, o que é uma coisa rara em mim. Numa passeata algures entre o Rego e Santos, via Av. da República, Saldanha, Estefânea, Gomes Freire, Campo Santana, Martim Moniz, Praça da Figueira, Rua Augusta, Praça do Município, Cais do Sodré, Santos, São Bento, Príncipe Real, Misericórdia e Rossio, encontrei uma cidade suja, abandonada, mal cheirosa, triste, desconsolante, cheia de obras e vazia de vida, cor e alegria. As pessoas, tristes e surumbáticas – já não existe gente bonita, no sentido de limpa, educada, alegre e galante – circulavam como autómatos, em busca do seu destino, sem qualquer olhar para aquilo que as rodeia. Também é verdade que não têm muito para ver, pois a cidade está deprimente, sem vida de bairro, onde tudo se vende ou aluga. Com grande mágoa, reconheço que não consigo ter orgulho na minha cidade, de tão feia que está; parece que até a luz já não é a mesma. Esta mesma cidade onde cresci e me tornei homem, que tantas alegrias me deu, de dia e de noite, em todos os bairros de Lisboa, mais ricos ou menos nobres, está hoje moribunda, como se ninguém se preocupasse com ela – é o trânsito, caótico e desordenado (quando temos uma rede de transportes tão boa!), são as obras sem qualquer respeito pelos peões e/ou condutores, é o comércio tradicional todo fechado e o que resta, salvo honrosas excepções, a definhar a uma velocidade vertiginosa. Horror! Mágoa! Tristeza! Lágrimas!
Tenho um enorme respeito, por todas as formas de sobrevivência, desde que legitimas e conquistadas com esforço, mesmo aquelas que à priori podem ser consideradas menos nobres; a prostituição é uma delas. Sobre este tópico, até o velhinho Cais do Sodré está bafiento e completamente degradado. Neste meu passeio, reparei numa prostituta anciã no Cais Sodré, que ainda acredita que o seu velhinho corpo lhe poderá dar algum sustento. Senti pena dela, pela positiva, no sentido de a admirar pelo seu esforço e tenacidade, escondendo uma (provável) triste história de vida, mas sem clientes, sem futuro e sem esperança. A imagem desta senhora, é a melhor comparação que posso dar pela cidade de Lisboa. É usada de segunda a sexta, das 9 às 19, por milhões de pessoas, basicamente do terciário, que no final do dia saiem dela (cidade) e regressam aos seus caixotes de dormir nos arredores, deixando para trás uma cidade a definhar. Dia após dia, a cidade vai ficando mais degradada e sem futuro. As cidades são as pessoas que nela vivem, trabalham, investem e consomem o seu dinheiro. Se estes quatro vectores não funcionarem as cidades definharão.
Mas este fenómeno de Lisboa é extensivo a todo o Portugal – basta ver as assimetrias interior litoral. Que fazer? Uma verdadeira política de incentivo à fixação, livre das especulações imobiliárias, das burocráticas (para não dizer corruptíveis) facilidades de instalação das indústrias, fomentando uma correcta e equilibrada distribuição das pessoas pelo nosso Portugal, aonde todos ganharíamos com isso. Nós até já temos umas excelentes infra-estruturas de comunicação. Porquê insistir na burrice de irmos todos para o mesmo sítio e nem sequer usufruirmos das nossas cidades e vilas?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Vamos manter a esperança e a alegria

Ler esta mensagem hoje, parece estranho? Provavelmente sim. Ter feito este voto na época das festas era bom? Podia,... mas não era a mesma coisa. Hoje decerto vão dar outra atenção e isso é o que eu pretendo com este voto "retardado"; captar a vossa atenção e desejar-vos de uma forma diferente: "...Viva o novo Ano..."

Estamos em tempos difíceis, mas para mim não surpreendentes. Ouvi os meus avós e os meus pais falarem de outros tempos, tambem muito dificeís. Eles sobreviveram e nós tambem o vamos fazer. Então qual é a diferença? Como diz uma frase sábiamente popular: "...pimenta no rabo dos outros para mim é refresco!...". E qual é a diferença? podem repetir, com razão. Ouvimos os nossos antecessores contar histórias da guerra e dos racionamentos, da revolução e da inflação a 30% (ou mais) e isso hoje, soa quase como um romance nobre, a que muitas pessoas sobreviveram e souberam dar a volta por cima. Nós não o sentimos na pele, porque eles nos preservaram e nos souberam dar uma infância tranquila.

Então, temos que saber fazer o mesmo para nós e para as gerações vindouras. Hoje não temos racionamento, nem essas coisas, mas temos inflação, mercados, especuladores, desemprego, politícos e outras coisas menos boas. Vamos ter a mesma coragem dos nossos avós, dar a volta por cima e, pelo menos, TENTAR fazer deste nosso globo um sitio melhor, para nós e para os nossos descendentes.

E se no meio disso tudo, ainda conseguirmos ser felizes e fazer sorrir os que nos rodeiam então vale a pena viver. Riam, disfrutem, sejam felizes e dêem felicidade.

Eu, garantidamente vou fazê-lo. Primeiro, por mim, depois por vós e por todos os que nos rodeiam. Neste aspecto não tenho nenhum receio de assumir que sou egoísta, pois se eu não estiver feliz comigo próprio, não consigo estar com mais ninguem.

Como diria Raul Solnado: "...façam o favor de serem felizes...".

Este simples voto é o meu maior voto para 2011.
A nós e à nossa amizade.
Junto ainda e também, não menos importante: saúde, paz, liberdade, dinheirito para os gastos e muito amor (e trabalho!!!).