sábado, 6 de outubro de 2012

PÁTRIA MALTRATADA

Somos governados por uma cambada de incompetentes. Isso já não é novidade. Somos governados por uma cambada de insensíveis. Isso já não é novidade. Somos governados por uma cambada de estúpidos. Isso já não é novidade. Somos governados por uma cambada de mentirosos. Isso já não é novidade. As cerimónias do 5 de Outubro apenas mostraram os ratos que nos governam. Ratos que não sabem cantar o hino e nem sequer sabem içar a nossa bandeira. O que pasma é que nenhum rato percebeu que a bandeira estava a ser içada ao contrário na varanda da Câmara Municipal de Lisboa, a começar pelo senil do Cavaco Silva, que além de ser presidente da República é o comandante chefe das Forças Armadas, que têm a bandeira como um dos símbolos chaves do seu código de honra. Pode este senil ser o nosso chefe maior? Claramente não. O rato do Pedro Coelho, foi para Bratislava, pois em principio por lá ninguém o vaia, coisa que o cobarde do rapaz, já anda maçado, pois ainda não teve a inteligência suficiente para perceber o actual estado deste povo calmo e sereno - normalmente. Aonde estava o Gaspar, ceguinho catedrático, que ainda não conseguiu perceber que muitos impostos de nada...é nada! Aonde estava o Relvas, licenciado em McLusófonas universidades? Aonde andava o Paulinho das feiras, que ainda há poucos dias, jurava a pés juntos que mais impostos, não aceitava? E já para não falar daquele palhaço que diz que os empresários são ignorantes e que dá pelo nome de Borges. Senti vergonha de ouvir o hino e ver dois energúmenos a içarem a nossa bandeira ao contrário! Tive vergonha de ver uma cambada de proxenetas, virarem a cara para o lado, para não serem importunados por uma senhora que apenas mostrava a sua revolta, mais que legitima. Chiça! Nós estamos a ficar sem nada. Sem nada daquilo que construimos com suor; com o nosso suor! E apenas porque uma cambada de pessoas que nos prometerem defender, sentam-se atrás de uma folha de cálculo e esquecem-se que estão a tomar decisões que vão afectar pessoas. As mesmas pessoas que os sustentam. Eu não me importo de dar a camisa pelo meu país, se isso significar a nossa salvação; mas não posso aceitar que ao meu lado andem de fatinho, gravata ou traje de gala, a gozar com o meu sacrifício, de andar de tronco nu! Será que estes idiotas ainda não conhecem o país? Será que ainda não perceberam que o país é largamente sustentado por micro, pequenas e médias empresas que geram riqueza e trabalho? Será que ainda não perceberam que os pagadores de impostos estão largamente entre os trabalhadores por conta de outrem, que são os que não podem fugir aos impostos? Claro que não, porque o que lhe interessa são as grandes empresas, que depois lhes dão o lugar quando saírem deste momento de sacrifício que é governar. Porque raio continuam a andar de Mercedes, Bmw e Audi? Não lhes chega Renault, Ford ou Seat? Então só agora é que se lembraram de criar mais uma comissão (leia-se mais uns tachos para uns amigos), que vai estudar (nem daqui a 5 anos teremos conclusões) a diminuição da despesa do Estado? Então até agora foi só sacar aos mesmos de sempre. Então o Gasparzinho não prometeu que por cada euro de imposto reduzia dois euros da despesa? Grandes mentirosos!!! E ainda gozam na nossa cara, a dizer que somos uns heróis.... Somos é uma cambada de cobardes pelo ponto de vista da nossa padeira de Aljubarrota. Amo a minha pátria, mas tenho uma enorme vergonha e nojo destes nossos governantes.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

PEDRO - O NOSSO PRIMEIRO

Pedro, Para começar, não tenho a ousadia de te tratar como amigo, tal como me trataste no Facebook, porque nunca bebemos café juntos. Segundo, mesmo que tivéssemos bebido um café e falado de trivialidades, isso não era sinónimo de sermos amigos. Terceiro e talvez o mais importante, os amigos não furtam os amigos. Aquilo que me fizeste (e perdoa-me por te tratar assim, mas foste tu que começaste), foi uma sodomização sem autorização. Eu sei que tu não és o Estado, mas como deste a cara por ele, nessa nobre tarefa que é (ou deveria ser) de defender a causa pública e como assumes o namoro com a Troika (eu sei que vais dizer que não foste tu, foram os outros e os outros que virão, hão-de dizer que não foram eles, foste tu). Tu roubaste-me a esperança do meu futuro, por tudo o que já me fizeste indirectamente, mais o salário que me roubas (sim, roubo, porque isto mete violência psicológica!)agora e mais aquilo que pode ainda vir, pois a vossa imaginação é fértil; mas é pena que seja apenas fértil com quem ainda tem a estupidez de trabalhar por conta de outrem e não possa ser político, não conseguir sustento sem factura, nem ter contas em paraísos fiscais, nem ser rico, sabe-se lá como (eu não tenho nada contra quem enriqueceu honestamente e fruto do seu suor). Pedro, porque não taxas as grandes empresas? Porque não taxas os resultados milionários dos grandes bancos? Porque não reduzes os parlamentares de Portugal? Porque não reduzes (para não te pedir para acabares) com as tuas mordomias e as dos teus amigos que nada fazem e apenas as têm, porque te ajudaram a chegar aonde chegaste? Porque não acabas com a maior parte das fundações que apenas encapotam fugas fiscais? Porque não acabas com a grande maioria das empresas públicas que apenas servem para sustentar os vícios duma cambada de incompetentes? E podia pedir-te mais uma lista de coisas para acabar. Mas infelizmente a tua coragem política termina nuns testículos de dimensão menor, que apenas sabem esmagar quem não se consegue defender e ainda é estúpido ao ponto de te dar o voto (eu me confesso). Pedro, nunca mais me trates por amigo, porque não o mereces. Nem tu, nem nenhum político actual ou passado recente. Não passam de uma corja de incompetentes que puseram o país como está, que saíram impunes, que conseguiram lugares de destaque (leia-se, bem remunerados) sem nada terem feito para os justificar ou merecer e que despejam os estragos em cima dos indefesos do costume. Pedro, não te odeio, como pessoa. Odeio-te por tudo aquilo que representas e tão bem encarnas. É pena que a vossa memória, boa-fé, honestidade, sentido de colectivo e determinação, termine no final de cada escrutínio eleitoral. Pedro, com o devido respeito, deste que não te considera amigo: vai á merda!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O NOSSO VOTO VALE DE ALGUMA COISA?

Dizem-nos que a democracia é muito bela, é uma forma de governo justa e equilibrada, onde a nossa voz tem poder e é escutada. Isto faz-me lembrar aqueles cartazes de destinos de férias, com destinos idilícos, praias desertas, de águas cristalinas, mas depois quando lá se chega...não é bem assim. Como podemos acreditar neste suposto poder, se durante as eleições nos prometem o paraíso e assim que chegam ao poder, nem sabem o nosso nome, nem aonde fica a nossa rua. Em vez de respeitarem o programa que nos prometeram e sobre o qual foram sufragados e lhes demos o nosso voto, preferem começar a trabalhar as suas próprias agendas, apenas servindo os interesses de quem os sustenta e lhes dá abrigo, que no fundo é quem realmente manda. Falo do verdadeiro poder - o poder económico, que de uma forma, mais ou menos discreta, vai condicionando o exercicio do poder, em função dos seus interesses, usando estes "politicozinhos" de aviário, que nunca trabalharam na vida, não produziram um cêntimo para o nosso PIB, tendo crescido no seio de juventudes partidárias que são verdadeiros antros de calões pseudo pensadores, que mais tarde tem continuidade em organizações mais ou menos secretas, aonde se continua a projectar e gerir, nas nossas costas, o nosso futuro, ao sabor dos interesses de uma minoria que tudo quer ter e controlar. A propósito não entendo porque se tem que proteger tanto a banca, os banqueiros e quem faz estes enormes disparates das engenharias financeiras, dos produtos tóxicos, das manipulações de mercado, das lavagens de dinheiro. Porquê? E ainda mais grave, porque somos nós que temos que pagar esses erros com impostos e austeridade brutais? E isto acontece porquê? Porque já não temos valores, não temos ética, não temos vergonha. Tudo é possível e admissível. Tenho saudades do tempo em que não bastava parecê-lo, tinha que se ser: educado, respeitador e leal. Hoje atrás da capa duma falsa liberdade valoriza-se quem é criminoso e não se respeita quem é honesto. Continuo a dizer: o poder tem que ir de baixo para cima, porque aí sim, teremos o verdadeiro poder de escrutinar quem nos governa e que nos deve respeito, baseando o poder num sistema piramidal em que o voto elege os nossos representantes directo numa assembleia local, que por sua vez irão então elegendo os representantes regionais e nacionais. Estou farto de ser governado, por quem não me respeita, nem se se preocupa comigo. Basta!

sábado, 14 de abril de 2012

O PARADIGMA DA NOSSA VIDA VAI MUDAR

A situação actual da Europa, não me deixa muitas dúvidas, que a nossa vida vai mudar. Não quero valorizar se vai ser melhor ou pior, mas de uma coisa tenho a certeza - vai mudar! Desde muito novo que mentalmente tenha muito estruturada a minha vida: dividida em terços, que correspondem a períodos de 25 anos. O primeiro terço, era o tempo da descoberta, aventura e libertinagem. O segundo terço, esteve reservado para aquelas actividades mais sérias, como constituir familia, gerar, criar e reter riqueza suficiente, que me pudesse proporcionar um último terço de aventura e disfruto final do resto da minha vida. Tudo isto estava baseado, num pressuposto de crescimento e enriquecimento permanente, fruto dum modelo económico que estava instituído e que funcionava; estava instituido e funcionava, para a esmagadora maioria das pessoas, honestas e trabalhadoras, que geravam riqueza e dela usufruiam. Mas eis que aparece uma classe politica e outra pseudo-financeira, que pensou que sem galinhas se podia ter ovos e destruiu sériamente esse sistema, afectando gravemente aqueles que ajudaram a construir esse sistema. Essa maioria ajudou a construir, mas os poucos que beneficiaram com a sua destruição, foram maioritáriamente os mentores dessa implosão. Lá está a vida a ser injusta. Como vamos explicar aos nossos filhos e netos, que já não conseguem comprar uma casinha, um carrinho, depois trocar por uma casa e um carro melhor e depois comprarem uma segunda casa na praia e um carro de alta gama? Que férias em destinos exóticos, todos os anos, acabou. Como se irão sentir as próximas gerações? Que legado lhes deixamos? Nem sequer um legado educacional (apesar de terem estudado muitos mais anos que nós - o que não significa directamente mais educação) ou social. Sinto-me triste. Mas voltando ao título desta crónica e mantendendo o optimismo, que quando fosse cinquentão, teria um Ferrari, comeria todos os fins de semana em belos restaurantes de frente para o mar, ou no topo de uma bela montanha, acompanhado pelos amigos e familia; que tirava férias regularmente para passear por Portugal e pelo Mundo, eis que tenho que pensar sériamente na minha reforma, porque uns senhores destruiram o pecúlio que lhes dei ao longo da vida, para me valerem no dia em que precisasse de uma reforma; que tenho que pensar em manter o meu trabalho, porque se o perco, tenho que pegar no meu passaporte e numa mala de cartão e partir para fora da Europa, para ganhar sustento. Tristeza! Esta semana lia uma crónica de uma senhora, divorciada, quarentona, que tinha dois negócios, ou seja era uma empresária de sucesso, assente numa vida de trabalho, mas que lhe permitia ter uma boa vida. A partir de 2008, os seus negócios começaram a falhar e as dividas começaram a aparecer. Perdeu tudo o que tinha (e o que não tinha), teve que pedir a falência pessoal. Hoje vive com a mãe, faz umas limpezas para angariar o seu sustento, mas por incrível que pareça, diz-se muito mais feliz e tranquila, porque tem a sua liberdade de volta. Provavelmente, colando ao exemplo desta mulher, no tal último terço da minha vida, eu não terei um Ferrari, mas tenho uma bela rede de transportes, não irei almoçar todos os fins de semana fora, mas farei belos piqueniques num qualquer paredão em cima do mar, ou num pinhal algures por aí, comendo uns belos pastelinhos, feitos em casa, mas sempre acompanhado da familia e dos amigos (e aí decerto que serão os verdadeiros, aqueles que gostam de mim, tenha eu muitos bens ou não). Disfrutarei da minha liberdade, mas decerto não me roubam a felicidade! Este texto, tem por base a nossa situação e o facto de eu ter completado 50 anos. Vivo muito bem com a idade que tenho (apenas a sinto no Cartão do Cidadão). Para terminar transcrevo um texto meu que dediquei aos meus 50 anos e publicado numa rede social: "Bem Hajam! A todos os meus Entes, Amigos e colegas, todos companheiros desta minha jornada de meio século. Sem vós a minha vida não faria sentido. Sem o vosso apoio não teria chegado aqui, ou pelo menos, decerto não seria a pessoa que sou. Espero continuar a ter o prazer de nos mantermos juntos, numa caminhada de alegria e saúde, que nos permita sempre ser livres e felizes de nos irmos encontrando..., disfrutando dos nossos interesses e da nossa amizade, mas acima de tudo de termos uma vida plena de fé, alegria e amor. Vamos sempre manter o nosso lado infantil vivo, significando isso a sinceridade, a espontaneidade, a lealdade e o gozo de viver a vida com um sorriso na boca. Vamos viver a vida com muita paixão. Nunca se esqueçam que cada momento conta e um minuto passado, nunca mais volta. Disfrutem, gozem, brinquem, riam, façam amor, gritem, chorem, comam, bebam, façam tudo o que vos apetecer, por prazer. Eu vou com vocês até ao fim do mundo. Até já."