Recordo-me
que o Verão passado uma das Kiki´s da família Espirito Santo, numa entrevista à
revista do Expresso, do alto da sua falta de educação e decoro, zombeteiramente
disse que gostava de ir para a Comporta passar férias, para brincar aos
pobrezinhos. Essa reportagem era engalanada com umas belas fotos de um
tanque/piscina onde a família se divertia. De certeza que os frigoríficos
estavam cheios, os empregados tomavam conta da comida e da limpeza, portanto
como podeis imaginar – tudo à pobrezinha!! Não sou invejoso, nem sou rancoroso,
mas não gostei de ver esta entrevista, num momento em que a grande maioria das
famílias portuguesas contava os tostões para ir uma semanita de férias “cá
dentro”, em plena crise económica e financeira, não só pelo momento, como
também pela petulância.
Um
ano volvido, parece que a Senhora vai literalmente passar férias de pobrezinha.
Pela parte pedagógica da coisa digo: “…muito bem feita!”. No entanto essa
pequena vingança (confesso-o) não me sabe bem, sabendo as causas (e ainda
desconhecendo, todas as consequências). É na verdade arrepiante, como um grupo
de pessoas, consegue destruir tanta riqueza, sobressaltar a economia dum país,
pôr em risco milhares de postos de trabalho. Penso que tal só é possível com a
conivência (e respectivo proveito) de muito “boa” gente. Tenho sincera pena que
a justiça em Portugal não seja tão célere, nem tão eficaz, como a americana,
para que (caso se confirme e prove) esta senhora e mais os seus primos e tios
todos, passassem já este verão na cadeia, para experimentarem fazer férias “à prisioneiro”.
É
inconcebível que a ganância humana (e porque não dizer a estupidez) chegue tão
baixo. Os antepassados Espirito Santo, devem estar a dar voltas nas tumbas (e
com toda a razão!). É impressionante como meia dúzia de “gajos com a mania de
que são os maiores”, conseguiram esconder tanto dinheiro (sim, parte dele tem
que estar em algum lado), ludibriar tantos investidores, chantagear tantos
clientes e de mansinho irem praticando as suas influências económicas, junto de
quem lhes dava vassalagem e lhes proporcionava negócios chorudos.
Muito
deste dinheiro indirectamente saiu dos nossos impostos, sim, dos impostos
daquela grande maioria que trabalha honestamente, no seu dia-a-dia, tentando
ajudar a que um país se recomponha. Pena que depois em cada esquina, se vá
descobrindo estas “encavadelas”, que nasceram impunemente e provavelmente terão
uma morte idêntica.
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