Hoje fiquei triste quando li as primeiras notícias
da manhã. Os acontecimentos da celebração do bicampeonato do Benfica, no Marquês
Pombal, ficaram ensombrados pelos acontecimentos ocorridos, entre alguns vândalos
e a Policia. Se juntarmos a isto os bárbaros estragos provocados no estádio do
Guimarães, novamente por uma corja de vândalos, assim como o uso de força,
eventualmente excessiva, na detenção de um adepto do Benfica, temos que algo
vai mal no reino do futebol, ninho de muitas malfeitorias, com interesses
obscuros e que os clubes não têm a coragem de erradicar e banir do seu seio. Já
tive oportunidade várias vezes de assistir à passagem destas corjas de adeptos
pelas áreas de serviço, obrigando a contingentes policiais reforçados e
musculados, para conter o desprezo pelos valores que estes bandalhos têm
orgulho de exibir. É vulgar assistirmos ao transporte destas bestas, nos
chamados quadrados de segurança, durante vários quilómetros a pé, até chegaram
aos estádios. Estes espermatozóides defeituosos, não merecem o ar que respiram.
Já tive a felicidade de estar em vários eventos onde dezenas ou até centenas de
milhares de pessoas estavam juntas, e não assisti a nada disto, antes pelo
contrário um ambiente absolutamente cordial e calmo. E dou exemplos: o Europeu
2004, em Portugal em que os adeptos estavam todos misturados, não se tendo
registado qualquer incidente dentro ou fora dos estádios; muitos concertos no
MEO arena, com mais de 10.000 pessoas juntas; várias concentrações motards em
Faro, algumas com mais de 30.000 pessoas juntas (onde também há muito álcool e
outras coisas); cerimónias de Fátima, com algumas centenas de milhares de
pessoas; corridas de F1 ou Moto GP, com milhares de pessoas juntas também. Se
na grande maioria destes eventos reina a paz e o bom ambiente, porque razão o
futebol de clubes, não consegue ter o mesmo ambiente? Porque à semelhança de
outros acontecimentos na sociedade, reina a impunidade, sob um manto de
direitos humanos, protegido por uma democracia por vezes opaca e terminando
numa justiça injusta – lenta, distorcida, forte com os fracos e fraca com os
fortes, fruto de um emaranhado jurídico que ninguém entende. Volto a repetir,
reina a impunidade! Esta impunidade, tem origem na falta dos núcleos familiares
fortes, que se desmembram a velocidade voraz e na falta do respeito pelo próximo,
sem noção dos deveres, apenas se interessando pelos direitos. Temo que no futuro,
estes fenómenos se repliquem pela sociedade, chegando um momento em que tudo se
descontrolará e o caos reinará, terminando tudo, como a história já o
demonstrou inúmeras vezes, numa qualquer ditadura, de esquerda, direita,
centro, económica, militar, ou o que seja. Será que os nossos governantes
(actuais, anteriores, futuros), não conseguem perceber este fenómeno global?
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