Morreu Fidel Castro. Para uns, um ditador, para outros, um herói da revolução cubana. Não vou discutir, porque nunca chegaria a conclusão nenhuma. Hoje em dia, cada vez mais estas estéreis discussões, terminam num polarismo sem conclusões. No entanto, não posso deixar a minha palavra de apreço a alguém que foi icónico e carismático, mas que acima de tudo teve duas coisas que me fascinam: a primeira a coerência aos seus princípios, aos seus ideais e às suas convicções, sem ceder ao facilitismo e acima de tudo sem se vergar sobre outros poderes, nomeadamente o económico, que o pressionaram de uma forma impensável. Admiro-o pela sua verticalidade, ética e desapego ao luxo ou ostentação. O segundo motivo de reverência, foi o facto de uma forma, que pode ser discutível, ter saído do poder por sua vontade, na forma e no tempo que entendeu, tendo mantido intacta a sua áurea de Comandante, nunca mais tendo interferido nos desígnios de Cuba.
Outra coisa que tenho a
certeza, é que aquela bela ilha, tem um povo maravilhoso, pela sua simpatia e
simplicidade, muito genuínas e que mesmo com todos os bloqueios impostos,
conseguiu sobreviver, manter o seu sorriso e alegria, com um sistema educativo irrepreensível,
famoso nas áreas do desporto e da medicina, mundialmente reconhecido. Economicamente,
não é um país rico, mas consegue sobreviver com todas as dificuldades.
Morreu outro Homem, que
soube lutar e moldar os destinos do Mundo, sem se vergar aos interesses
económicos e políticos. Só por isso, merece toda a minha estima e admiração. Tomara
os políticos hoje, chegaram em honestidade, educação e cultura, aos calcanhares
dele. Hasta Siempre Comandante!!

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