Meu Caro, Sr. Marcelo Rebelo de
Sousa, Presidente do meu País,
reconheço que já tive mais
admiração por si, do que tenho hoje. Admirei muito a primeira parte do seu mandato, já que soube manter a sua postura de Presidente de todos! os Portugueses,
sabendo estar sempre a nosso lado, aonde e quando foi preciso, sem medos,
fazendo com que nos sentíssemos, um de si, já que o Sr. sabia ser um de nós.
Depois entrou numa rampa descendente, que apesar de ser popularmente simpático,
talvez o tenha feito esquecer um pouco da dignidade do seu cargo, que por vezes
obriga e merece, que tenha uma determinada distância da vida real.
Mas hoje endereço-lhe um singelo
pedido. A bem de todos nós, que amamos Portugal, tenha o bom senso de dizer
não, a um bando de irresponsáveis, que seguem parados em 1977, que 46 anos
volvidos insistem (e noutras circunstâncias, talvez bem), em celebrar algo que garantidamente
no contexto actual é um perfeito disparate! São provavelmente os mesmos que acharam
que o 1º de Dezembro (dia da Independência, face ao jugo Castelhano) não era um
dia importante e decidiram suspender este feriado; são provavelmente os mesmos
que obrigaram (e bem) os Portugueses a ficar em casa, suspendendo as celebrações
da Páscoa, do 13 de Maio, sem irem à praia para o Algarve, ao trabalho, ao
futebol, à escola, aos concertos, a passear nas nossas belas marginais, cheias
de iodo e belo sol, instituindo um rigoroso período de confinamento, durante
esta malvada pandemia, que tiveram o bom senso de suspender as nossas vidas.
São provavelmente os mesmos que falam de direitos Constitucionais e
nomeadamente da famosa proporcionalidade. Mas são agora, os mesmos, que
obstinadamente (na Moita do Ribatejo, chama-se “querença”, quando os bois
marram em não sair do mesmo sítio), acham que a proporcionalidade é fazer o que
eu digo, mas não fazer o que eu faço, teimando em celebrar, através duma bela
festa na Casa da Democracia, o 25 de Abril.
Respeitem o Povo, essa é
garantidamente a melhor resposta e apoio ao povo que tem sabido de uma forma
exemplar suspender o seu futuro, a bem do colectivo. Dêm o exemplo e cumpram,
exactamente as mesmas determinações que deram ao Povo. Suspendam as vossas
celebrações!!!
Peço-lhe Sr. Marcelo Rebelo de
Sousa, que fique em casa também e ordene aos desobedientes Deputados e ao
irresponsável Presidente deles, para ficarem em casa, com um craveiro à janela.
Portugal agradece e isso apenas reforça a autoridade democrática. Se não o
fizer, corre o sério risco, de cada Português ter, com justa causa, uma razoável
justificação, para sair de casa quando e para onde lhe apetecer, sem ter que
dar uma pérfida desculpa. É apenas uma questão de proporcionalidade.
A bem da Nação, antecipadamente
grato.

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