domingo, 10 de janeiro de 2021

BIG BROTHER DAS PRESIDENCIAIS


Em plena crise de sucessão na presidência americana, com as trapalhadas (para não usar outros termos mais violentos, mas provavelmente adequados) que o Sr. Trump tem arranjado, por manifesta falta de educação, ética e saber viver em sociedade, estamos no incio da corrida para a sucessão de presidente do país que eu gosto, que se chama Portugal. Pela negativa, podemos ver a categoria dos politicos que nos governam. O apelidado, mais importante presidente do mundo, supostamente o americano (mas na realidade, é o chinês) deu-nos o exemplo daquilo que não se deve fazer em nenhuma circunstância da nossa vida, que é semear a discórdia, usar o insulto, a provocação, provocar a confusão, mentir com os dentes todos, entre outros epítetos, coisas que se reflectem com mais ou menos intensidade por todo o mundo, infelizmente de uma forma cada vez mais “normal”.

Os 22 debates que decorreram entre os 7 candidatos para presidente da República, do nosso Portugal, decorreram de uma forma amorfa em termos de ideias, vivos em termos de ofensas, ocos em termos de projectos interessantes para o futuro do nosso país. Teóricamente, já sabemos quem vai ganhar as eleições, o Sr. Sousa. A única questão é saber se haverá segunda volta. A vedeta desta campanha é o Sr. Ventura, pois estão todos contra ele, por razões que ainda não entendi bem e não me venham dizer que é por causa de ser um “fascista”. Que se saiba, neste momento, o Chega é um partido tão legal como qualquer outro, o candidato Sr. Ventura é tão legal como outro qualquer. Parece que todos têm medo do resultado, que (mais) um partido fora do sistema, pode provocar nas forças instaladas. A Sra. Gomes, é provavelmente, a politicamente mais experiente, mas concorre a estas eleições, como uma filha bastarda do seu partido, fruto dos ódios viscerais, que tem dentro de algumas facções do partido socialista, nomeadamente com o primeiro ministro, o Sr. Costa, que preferiu o mais fácil, em vez de apresentar uma verdadeira candidatura à esquerda. O Sr. Ferreira, apoiado pelo partido comunista, é mais do mesmo. Ouvir este senhor hoje ou ouvir o Sr. Pato, candidato presidencial comunista em 1976, é exactamente a mesma coisa. A Sra. Matias, pelo Bloco de Esquerda, é deprimente a falta de carisma, a falta de energia, mais parecendo estar apenas a utilisar tempo de antena, numa extensão parlamentar do partido que representa. O Sr. Mayan, da Iniciativa Liberal, pode ser um excelente advogado, mas nunca poderá ser um bom presidente. Pode ser até dos que mais ideias tem para um futuro mandato e até consegue aglutinar uma certa direita, que não se revê na candidatura do Sr. Ventura, piscando assim um olho a certo eleitorado do partido social democrata e do centro social democrata. Para o fim guardei o Sr. Silva (o Tino de Rans, não o outro), um homem simples, mas com ideias claras, que sabe o que custa a vida à grande maioria do povo português. Por detrás de um calceteiro assumidamente gago na fala (especialmente quando está nervoso), está uma grande alma e uma mente que pensa rápido e sagazmente. Aceito que pode não reunir todas as exigências, para o lugar a que se candidata, mas provavelmente é aquele que granjeia mais simpatia, o que não é directamente proporcional a votos, porque no dia 24, apesar de todos os queixumes do povo, vai voltar a ser mais do mesmo, infelizmente.

Os debates principais, entre os três potenciais candidatos (se houver) a uma segunda volta, o Sr. Sousa, o Sr. Ventura e a Sra. Gomes, demonstraram um tom demasiado achincalheiro, assaz reles, baseado no insulto, na insinuação, no curto prazo. O Sr. Sousa assumiu, o tom paternal de quem pensa que vai ganhar por 10-0, só faltando tirar selfies e dar beijinhos aos outros candidatos, apenas tendo saido dos carrís, por escassos minutos, uma vez com cada um dos outros dois candidatos. A Sra. Gomes, nomeadamente com o Sr. Ventura, descarrilou completamente batendo em teclas já muitos gastas, mas que nada acrescenta ao debate de ideias. O Sr. Ventura, cavalga em cima da onda populista, sempre com um discurso muito igual, sobre os ciganos, o povo que trabalha e pouco mais. Foi o ídolo (talvez pela negativa) destes debates e claramente está a trabalhar, para as próximas eleições parlamentares. A Sra. Matias e o Sr. Ferreira, muito provavelmente vão desisitir à última da hora, para a Sra. Gomes, para tentarem salvar a honra da esquerda. O Sr. Mayan, terá provavelmente um resultado insignificante, nem sei se não ficará atrás do Sr. Silva, o candidato da simpatia e com a campanha, menos bem elaborada, por falta de recursos e apoios partidários, mas muito mais meritória por isso mesmo.

Talvez de pouco adiante, mas ficarei contente se houver uma segunda volta, para o Sr. Sousa, não pensar que é o Rei da “Cantadeira” e ver muito boa gente a engolir sapos, a ter que dar apoio à Sra. Gomes ou ao Sr. Ventura. Se houver segunda volta e for com a Sra. Gomes, a coisa pode não ser um passeio para o Sr. Sousa (relembro-me de uma célebre eleição Mário Soares-Freitas do Amaral, em 1986).

De qualquer das formas, seja quem for que ganhe, vamos todos ter que votar no “menos mau”, o que cada vez mais é uma realidade, mas muito triste. Ninguém consegue olhar para o futuro e ser um verdadeiro timoneiro, porque não passam todos de marinheiros fluviais, com pretensões a vagas de mar alto. Não resulta!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

CARLOS DO CARMO, UM SENHOR!


Hoje fiquei mais pobre e triste, assim como Lisboa, Portugal e, sobretudo o FADO! O fado essa canção, que nos sai da alma, expressando uma alma única, que é a Portuguesa. Dizem que é uma canção triste. Talvez o seja, mas também é uma canção de festa, mas sempre, exultando o Amor. Pode ser o Amor triste, de quem partiu e aí hoje teremos que cantar um fado para o Sr. Carlos do Carmo. Pode ser o fado que fala do amor que partiu, do amor não correspondido, duma cidade, duma mocidade, duma festa, dum Santo, mas acima de tudo é falar de Portugal, das nossas memórias, das boas memórias, sem saudosimos. Que bom, é entrar numa casa de fados, comer um chouriço assado, beber um bom tinto e fazer silêncio, para ouvir o artista. Fechar os olhos e beber a poesia, cantada por quem a sente. Que bom é ouvir o castiço fado vadio, numa qualquer tasca, dum tipico bairro. Que bom é sentir o peso da fidalguia e da tradição, numa boa festa, seja ela a do Colete Encarnado, em Vila Franca de Xira, em dia de touros e touradas ou na Feira da Golegã , em dia de São Martinho, entre cavalos e castanhas assadas. O fado é de Lisboa, sem esquecer Coimbra, mas mais do que do duma cidade, o fado é de Portugal, o fado é do Mundo, bastando haver um Lusitano, que se revê e sente bem, no nosso cantinho à beira mar plantado, sempre com a saudade da terra. Se o nosso fado, é hoje património imaterial da Unesco, a Carlos do Carmo o devemos, pelo esforço e determinação, que em conjunto com a equipa do Museu do Fado e outras pessoas do meio, com que se envolveu neste desiderato. Eu gostava de Carlos do Carmo, pela sua cultura, pela sua simpatia, pelo seu humor, pelo profissionalismo que punha em tudo o que fazia, especialmente tudo o que tivesse a haver com a sua arte, o fado. Só nunca compreendi, porque não gostava que as pessoas batessem palmas, enquanto cantava, mas enfim, isso agora não interessa para nada. Era o Sr. Carlos do Carmo! Até sempre. Dê os meus cumprimentos a Amália, ao Ti Marceneiro e ao Paredes. Bem haja CC!

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL, ESTÁ AÍ !!

 


Neste momento a civilização ocidental, vive em estado de guerra. Estamos no meio de uma enorme crise financeira, social, cultural, democrática, demográfica, ambiental e agora, juntou-se a crise sanitária. Ao longo destas últimas décadas a civilização ocidental, imaginou-se a Rainha da civilização, a vanguarda do conhecimento, o supra-sumo da cultura, o máximo do desenvolvimento industrial. E ao abrigo desse pensamento ego-cêntrico, esqueceu-se que existem outras culturas, outras economias e outras ambiciosas civilizações, o que deu uma sensação de (falsa) segurança absoluta. Adormeceram nesse sentimento de invencibilidade e agora acordaram, com um drama sanitário, oriundo do Oriente, para o qual não têm capacidade, qualificações, sapiência e inteligência para debelar.

A III guerra mundial, está aí! Oriunda de um país, economicamente muito desenvolvido, com uma liquidez astronómica, com uma indústria das mais inovadoras do mundo, nomeadamente a nível tecnológico, com um poderio militar convencional dos maiores do mundo, já tinha conseguido dominar as civilizações ocidentais, a nível económico, uma vez que detém grossas fatias das dividas públicas de muitas nações, nomeadamente dos EUA, para além de andar a “aspirar” compras de grandes gigantes mundiais, no mercado de capitais. Por alguma razão, NINGUÉM, tem coragem de meter o dedo no nariz dos chineses, nomeadamente em temas tão sensíveis, como os direitos humanos (desde o célebre caso da Praça Tiananmen, conhecida eufemisticamente, como a Praça da Paz Celestial) ou mais recente com a crise de Hong-Kong.

Faz agora um ano, começou a falar-se de um vírus, que supostamente era uma coisa chinesa, que não passava de uma gripezinha e que nunca ia afectar o ocidente. Um ano volvido, descobriu-se, que esse vírus, que era benigno para o ocidente, está a destruir a nossa civilização de uma forma atroz e impiedosa. Os nossos governantes, perdidos entre os seus umbigos, falta de capacidade financeira e política, para enfrentarem esta ameaça letal ao nosso futuro, debitam medidas ridículas, sem qualquer sentido científico, sem nenhuma coordenação entre países, para enfrentarem um inimigo comum.

A China, vive uma vida absolutamente normal, com toda a economia a funcionar, as escolas, os restaurantes, os transportes, os espectáculos, as discotecas e por aí fora. Das duas uma, ou eles tiveram uma inteligência suprema a lidar com o vírus, e aí os ocidentais deveriam ter a humildade de aprender com eles, ou eles sabem alguma coisa que escondem aos ocidentais, e aí os ocidentais, deveriam ter a coragem de pedir satisfações e responsabilidades! Mas infelizmente humildade e coragem, são coisas que nenhum, ou quase nenhum governo ocidental tem, infelizmente, para nós.

A arte da guerra tem evoluído ao longo do tempo, já não se usa o corpo a corpo, a lança, a catapulta, a baioneta, a espingarda ou até mesmo a bomba atómica. Hoje, sem enviar um soldado, um meio de combate ou disparar uma bala, usa-se a guerra económica e/ou cibernética e/ou biológica.

É absolutamente ridícula a esperança numa vacina, para uma doença que ainda é desconhecida (para os ocidentais), quando mesmo que se consiga passar a crise sanitária, a crise económica, vai-nos cair em cima, como uma cereja cairia em cima de um belo bolo.

Aproveitamos um dia de cada vez, porque a esperança de melhores dias, está escassa.

sábado, 12 de dezembro de 2020

BOAS FESTAS E QUE 2021 SEJA (BEM) MELHOR QUE 2020

 


Que saudades eu tenho de ir ver um jogo de futebol, com a bela da bifana e uma mini, ir ao cinema, emocionar-me com uma bela película, ir ao teatro, apreciar um belo texto, ir tranquilamente beber um café, um Sumol e comer uma bola de Berlim, sem medidas sanitárias, nem a merda da máscara. Saudades de abraçar, dar umas palmadas nas costas, beijar. Passear tranquilamente á hora que me apetecer, aonde me apetecer, sem confinamentos, recolher obrigatório ou cercas sanitárias. Estou farto de começar a ver as notícias e ser sempre o filho de uma megera do Covid, esse inteligente bicho que alguém disseminou, para que os ocidentais se borrem todos, para ir a correr comprar máscaras, aparelhos respiratórios que não funcionam, vacinas que não se conhece bem os efeitos, até porque nem mesmo os laboratórios assumem a responsabilidade das eventuais consequências e os  (des)Governos nos imponham restrições ambíguas e a maior parte das vezes incoerentes. Talvez a culpa seja nossa, que vivemos a correr, quando trabalhamos queremos estar em casa e quando estamos em casa temos saudade de sair. Talvez a culpa seja de quem é mais egoísta e a única coisa que vê é o Poder e a sua riqueza. Não sei o nosso futuro, sou optimista por natureza, mas desta vez, tenho a incerteza se vai ser melhor ou pior, mas a certeza que vai ser diferente, talvez, mesmo muito diferente.

Aproveito para vos desejar umas Boas Festas e esperemos um 2021, com pelo menos um sorriso, porque gargalhadas não sei se haverá, mas acima de tudo muita coragem e boa saúde.

A propósito, as redes sociais vão encher-se de merdas natalícias, que todos enviam para todos, na ânsia de despachar as Boas Festas e ser amigo de todos. Parem! Eu dispenso bem essas merdas de origem duvidosa, prefiro uma curta mensagem, um telefonema ou um video, mas que seja VOSSO!! Deixem de espalhar correntes e outras merdas com vírus e perguntem antes como estou.  E já agora, Natal também são os outros 11 meses do ano, por isso também dispenso as gajas nuas, os ditos de autores desconhecidos, os recados para a geral, as correntes, os anjinhos, os trevos da sorte, os jogos e outras coisas do género. Obrigado. ABreijos, muitos!!!! Sejam sempre felizes!

sábado, 28 de novembro de 2020

COMER GELADOS COM A TESTA


(Ou tomar vacinas que ninguém sabe o que é????). Nos últimos dias tenho assistido, com um misto de riso, infelizmente, por um lado e um misto de incruedilidade, felizmente, por outro, sobre o tema das vacinas do Covid-19. Definitivamente devem estar a fazer um verdadeiro teste, para ver quem consegue ser mais eficaz sobre a estupidez. Os russos foram os pioneiros a dizer que tinham uma vacina, para poucos dias depois dizerem que afinal já tinham outra que era ainda mais eficaz. Primeira questão: então, com poucos dias de diferença, os russos conseguem ter duas vacinas? Depois os chineses, com 92%, depois os americanos com 92,4%, depois os alemães com 94%, depois os ingleses, mas afinal “apenas” com 60% (ou 74%, segundo a metodologia aplicada) e por fim voltam os russos a dizer que a deles tem 95%!! Desculpem, mas estes cientistas/laboratórios, estão na escola, a ver quem tem a “pila” maior???? Sou um leigo, mas tenho dois dedos de testa! Faz-me confusão como num curto espaço de tempo todos conseguem ter uma vacina “maior” do que o outro. Depois, ainda vêm os ingleses dizer que afinal se enganaram nas dosagens das vacinas e têm que refazer os ensaios, mas que rapidamente têm a vacina disponível. Como? Então fizeram testes em cima do joelho, mas dizem que está tudo bem? Mais engraçado disto tudo é ver os “politiquinhos” mundiais a comprarem, não sabem muito bem o que estão a comprar, o que ainda nem está cientificamente comprovado, que seja eficiente e inócuo e ainda nem está em produção? Estão a usar o dinheiro que não é deles, para comprarem vento. E depois ainda dizem que em Dezembro, já estão a vacinar as pessoas. Mas Dezembro é já aí. Então se ainda nem foram exibidos os documentos científicos (até agora tem sido apenas comunicados de imprensa, com dados parcelares), se ainda nem perceberam bem que a logística global, não está preparada para transportar, armazenar e distribuir produtos farmacêuticos que precisam de temperaturas negativas da ordem dos 80 graus (hoje em dia os circuitos de distribuição em massa, podem ir até cerca de 20 graus negativos), como podem crer naquelas palavras que lhes saiem da boca? Se ainda hoje nem se sabe muito bem como lidar com a doença, nem nas suas consequências posteriores, se ainda hoje ainda andam a discutir a eficácia dos testes e já vão “amanhã” injectar algo que ninguém sabe muito bem se funciona, no organismos das pessoas? Das duas uma, há alguém muito burro no meio disto: ou sou eu ou são os “politiquinhos” mundiais. Que me dizem? E a cereja em cima do bolo, do dia de hoje, em Portugal: se há vacinas para todos, como diz a “Tremido”, porque vão excluir as pessoas com mais de 75 anos do pseudo plano de vacinação? Foi a pedido da Segurança Social, para eliminarem os velhotes e não pagarem tantas reformas? Se tudo isto não fosse tão triste e decadente, eu estava a rir a bandeiras despregadas com estes camelos que pensam que devemos comer gelados com a testa. Como diria o meu Tio João: “…ide-vos (fecundar)…”.

sábado, 14 de novembro de 2020

SERÁ A MORTE ANUNCIADA DA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL?


No século XVIII, Benjamin Franklin, disse:  “...Aquele que tiver paciência, terá tudo o que deseja”. Uma frase célebre e sempre actual, mesmo e sobretudo, nos tempos que correm. Se olharmos ao estado actual do Mundo, mas da Europa em particular, o que vemos: uma civilizaçáo, uma economia, uma democracia (para aqueles que ainda a reclamam), em implosão. Porque implode a dita civilização ocidental? Porque a partir de uma determinada altura, que poderei situar algures no fim do século passado, os nossos politiquizinhos, acreditaram que os Estados tinham recursos financeiros ilimitados, porque após cada eleição ignoram completamente quem os elege, porque entendem fazer quase sempre o oposto do que fizeram os anteriores politicos, com todos os custos financeiros e humanos que isso implica, porque governam no curto prazo, entenda-se até às próximas eleições, porque acham que os dinheiros públicos podem ser geridos, mesclados, com os seus interesses pessoais, que se dividem entre os interesses financeiros, futebolistícos, partidários e outros menos claros e cereja em cima do bolo,  porque se auto imunizaram, perante a justiça (a literal e a social, vulgo impunidade). Perderam o respeito do povo, fazem que cada vez mais as pessoas não se revejam em quem os governa. Falta à nossa governação, a preparação para saberem gerir um Estado, a capacidade mental de olharem para um futuro de longo prazo e terem a coragem de determinar o caminho do futuro, da paz, da inovação, do respeito pelo planeta e pelas pessoas que governam. Optam, por gerir no facilitismo, a reboque dos ventos que sopram, para tentarem evitar as tempestades que chegam, mas quais marinheiros de água doce, em mar bravo, a única coisa que conseguem é destruir o barco e perder a confiança dos seus marinheiros. E assim se dão as rebeliões a bordo dos barcos mal navegados. Essas rebeliões quase sempre acabaram mal, ou seja com o anunciado naufrágio. Se já nem tudo era bom, com este virus, propositadamente ou negligentemente libertado, apenas veio mostrar as nossas fragilidades e pelo certo, mudar o nosso futuro. Voltando ao primeiro parágrafo, sobre a frase de Benjamin Fraklin, qual a nação a que o povo atribui paciência de chinês? “Ups”, já dei a resposta! Numa altura em que a maior parte do mundo está virada do avesso, qual o país que apresenta um grande crescimento económico e quase sem estar afectado (que se saiba) pelo virus que disseminou pelo mundo? No minimo, é estranho. Mudando um pouco o célebre dito das bruxas (espanholas), direi que não acredito em teorias da conspiração, mas “pero las hay, las hay!!”.

domingo, 19 de abril de 2020

SUSPENDER A VIDA


Meu Caro, Sr. Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente do meu País,
reconheço que já tive mais admiração por si, do que tenho hoje. Admirei muito a primeira parte do seu mandato, já que soube manter a sua postura de Presidente de todos! os Portugueses, sabendo estar sempre a nosso lado, aonde e quando foi preciso, sem medos, fazendo com que nos sentíssemos, um de si, já que o Sr. sabia ser um de nós. Depois entrou numa rampa descendente, que apesar de ser popularmente simpático, talvez o tenha feito esquecer um pouco da dignidade do seu cargo, que por vezes obriga e merece, que tenha uma determinada distância da vida real.
Mas hoje endereço-lhe um singelo pedido. A bem de todos nós, que amamos Portugal, tenha o bom senso de dizer não, a um bando de irresponsáveis, que seguem parados em 1977, que 46 anos volvidos insistem (e noutras circunstâncias, talvez bem), em celebrar algo que garantidamente no contexto actual é um perfeito disparate! São provavelmente os mesmos que acharam que o 1º de Dezembro (dia da Independência, face ao jugo Castelhano) não era um dia importante e decidiram suspender este feriado; são provavelmente os mesmos que obrigaram (e bem) os Portugueses a ficar em casa, suspendendo as celebrações da Páscoa, do 13 de Maio, sem irem à praia para o Algarve, ao trabalho, ao futebol, à escola, aos concertos, a passear nas nossas belas marginais, cheias de iodo e belo sol, instituindo um rigoroso período de confinamento, durante esta malvada pandemia, que tiveram o bom senso de suspender as nossas vidas. São provavelmente os mesmos que falam de direitos Constitucionais e nomeadamente da famosa proporcionalidade. Mas são agora, os mesmos, que obstinadamente (na Moita do Ribatejo, chama-se “querença”, quando os bois marram em não sair do mesmo sítio), acham que a proporcionalidade é fazer o que eu digo, mas não fazer o que eu faço, teimando em celebrar, através duma bela festa na Casa da Democracia, o 25 de Abril.
Respeitem o Povo, essa é garantidamente a melhor resposta e apoio ao povo que tem sabido de uma forma exemplar suspender o seu futuro, a bem do colectivo. Dêm o exemplo e cumpram, exactamente as mesmas determinações que deram ao Povo. Suspendam as vossas celebrações!!!
Peço-lhe Sr. Marcelo Rebelo de Sousa, que fique em casa também e ordene aos desobedientes Deputados e ao irresponsável Presidente deles, para ficarem em casa, com um craveiro à janela. Portugal agradece e isso apenas reforça a autoridade democrática. Se não o fizer, corre o sério risco, de cada Português ter, com justa causa, uma razoável justificação, para sair de casa quando e para onde lhe apetecer, sem ter que dar uma pérfida desculpa. É apenas uma questão de proporcionalidade.
A bem da Nação, antecipadamente grato.